terça-feira, 28 de maio de 2013

Encontro de adoção de animais especiais

Nesse domingo, 27 de maio de 2013, aconteceu a primeiro encontro de adoção de “animais especiais” em Belo Horizonte. O evento ocorreu na clínica Animal Center, na avenida Portugal, região da Pampulha.

Para as pessoas que não se ligam no assunto, talvez isso não passe de mais uma futilidade para ocupar o tempo, principalmente, de mulheres que não têm o que fazer e inventam ocupações alheias aos seus reais interesses para não se sentirem inúteis. Algo como os tais cursos de história da arte, por exemplo. Todavia, é importante salientar que as mulheres envolvidas nessa empreitada trabalham fora, cuidam de suas casas, filhos, algumas cursam faculdade e têm como bandeira maior a luta pelo fim dos maus-tratos contra animais. Entretanto, para aqueles que acompanham o movimento atual em defesa dos animais, o acontecimento do último domingo, na clínica do Dr. Leonardo Maciel, veterinário muitíssimo competente e engajado nessa causa, marcou a história da luta em prol dos animais carentes e deficientes em nossa cidade.

O fato é que, independente do que possam falar ou pensar os mais desavisados, o encontro funcionou e animais com deficiências físicas foram adotados por pessoas responsáveis e conscientes do valor da vida que estavam levando para casa.

O mundo está vivendo uma revolução no que diz respeito ao tratamento dispensado aos animais domésticos, pets ou como quer que chamem o cão, gato ou qualquer animal que o ser humano busque para perto de si.    Devido aos casos chocantes de violência contra animais, inclusive os de estimação, as leis estão mudando e quem não souber respeitá-las pagará por isso. A Declaração Universal dos Direitos Animais foi proclamada em 1978, ainda assim, é algo desconhecido para muitos. O que antes resumia-se a grandes manifestações como atitudes do Greenpeace em defesa das baleias ou a luta da atriz Brigitte Bardot em defesa dos animais, sempre noticiada, hoje se estende, multiplica-se com passeatas, reportagens, denúncias que provocam indignação até nos que nunca pararam na calçada para dar um biscoito ou um pouco de água a um cão faminto. Pessoas reúnem-se em ongs, sites, grupos independentes ou simplesmente homens, mulheres e adolescentes que se importam, a favor dos animais que vivem abandonados, sofrendo, covardemente torturados pela ignorância e mediocridade de muitos.

Bem mais que uma questão de saúde pública, os peludos espalhados pelas ruas, doentes, tristes, machucados e mutilados representam a prepotência e a arrogância do ser humano ao acreditar que é o único dono do mundo e do que nele há, portanto se acha no direito de maltratar e desprezar seres vivos que, como ele, sentem fome, sede, frio e o abandono.

O número de organizações sem fins lucrativos está aumentando. Até mesmo pessoas, nas suas iniciativas particulares, estão acordando para o absurdo que significa comprar um animalzinho por preço exorbitante, enquanto, em cada esquina se pode encontrar um da mesma espécie, certamente sem pedigree, mas com mesmo amor disponível, implorando por um pouco de comida e um lugar seguro para dormir.

É inegável que as autoridades “competentes” nunca se importaram e continuam fazendo vistas grossas em relação à situação absurda que vivem os animais chamados “de rua” nesse país. O fato de viverem nas ruas parece não incomodar nossos representantes políticos. E enquanto esses não descem do palanque em que vivem e não enxergam a crueldade a qual são submetidos todos os dias nossos companheiros de quatro patas, pessoas organizam grupos, feiras e comissões para lutarem por aqueles que não sabem reivindicar seus direitos. É assim que a sociedade civil se organiza.

Estão de parabéns os organizadores da 1ª Encontro de adoção de animais com deficiências físicas de BH! É lamentável que muitos animais que participaram desse evento tenham sido vítimas de criaturas que só fazem empobrecer nossa espécie, seres com deficiências muito mais graves: deficiências da alma.

                                                                                              Rose Mussi
Fonte - Alcancei

José Franson - Protetor de Animais - Vereador - Tatuí - SP 
Campanha nacional permanente - “Fecha canil do CCZ - Tortura nunca mais” Eu apoio.

Um comentário:

Karla Prado disse...

Lindo texto Rose, obrigada por tais palavras! Defendo e sempre defenderei essa causa nobre de proteger os animais que tanto precisam de nós, infelizmente hoje o ser humano não tem consciência de que simples atitudes mudam a vida de um bichinho, como a castração por exemplo. Amo os peludos, amo!