quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Eliminar carrapatos e pulgas em abrigos de cães / gatos - Eficiente e barato -



Fiproline é o carrapaticida eficiente, mata pulgas e carrapatos,(genérico do Frontline) que usamos no projeto... (Colocar o carrapaticida Fiproline só na nuca do animal, por baixo dos pelos. Use seringa sem agulha. Eu uso ½ (meio) ml do Fiproline por kg do animal.)

Importante... Veja este vídeo...https://www.youtube.com/watch?v=WqJ0Iv6lxGg

O Fiproline age por três meses contra as pulgas e por 45 dias contra os carrapatos, quando deve ser colocado novamente... Se a infestação for grande, colocar a cada 30 dias até diminuir e pulverizar bem o AMBIENTE com Triatóx,(compra em agropecuária, é barato) diluíndo 2 ml de Triatóx por litro de água, após 15 dias pulverize o ambiente novamente... Não deixe os animais no mesmo ambiente até secar bem.

Compre o Fiproline em agropecuárias ou pela Internet - 1 L por R$ 100,00, dá para colocar em mais de 100 animais.
http://www.agroline.com.br/produto/fiproline-bv-fipronil-para-bovinos-1-litro-hertape-100955

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Agora é lei - Usar animal em rituais, multa de 20 mil reais

Tatuí - Agora é lei... Quem usar qualquer animal em rituais religiosos, esotéricos, etc, irá pagar multa de 20 mil reais....
Feliz aqui, muito feliz...
Vereador José Franson

Lei Municipal no. 4.977 de 27 de Outubro de 2.015.
“Proíbe a utilização, mutilação e/ou o sacrifício de animais em rituais religiosos ou de qualquer outra natureza no Município de Tatuí, e dá outras providências.”

A Câmara Municipal de Tatuí aprova e eu, Prefeito Municipal, sanciono e promulgo a seguinte Lei:

Art. 1º Fica proibida, no Município de Tatuí, a utilização, mutilação e/ou sacrifício de animais em rituais ou cultos, realizados em estabelecimentos fechados e/ou logradouros públicos, tenham aqueles finalidade mística, iniciática, esotérica ou religiosa, assim como em práticas de seitas, religiões ou de congregações de qualquer natureza.

Art. 2º O Poder Executivo aplicará às pessoas e estabelecimentos que incorram em infração ao disposto no artigo 1º multa no valor de 1.000 UFESP (Unidade fiscal do estado de São Paulo), determinando, se necessário, o órgão competente para a fiscalização de seu cumprimento.

Parágrafo único. Havendo reincidência:
I - Sendo o infrator pessoa física, o valor da multa terá seu valor duplicado e o processo será encaminhado à Procuradoria do Município para as providências criminais cabíveis, ficando a cargo do Poder Executivo Municipal, a determinação das providências a serem tomadas posteriormente à aplicação da multa e cabíveis em cada caso;

II - Sendo o infrator pessoa jurídica, o valor da multa será aplicado por cabeça de animal submetido aos rituais, procedendo-se à cassação do alvará de funcionamento do estabelecimento.

Art. 3º As despesas decorrentes com a aplicação desta lei, ocorrerão à conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogada as disposições em contrário.

Tatuí, 23 de fevereiro de 2015
José Marcio Franson - Vereador

JUSTIFICATIVA:
A política de defesa dos direitos dos animais fundamenta-se no Inciso VII do § 1º do art.225 da Constituição Federal. Também é norma constitucional a liberdade religiosa, de culto e de fé, desde que esta liberdade não determine ato volitivo, premeditado e ritualizado de privar um ser vivo de seu mais essencial bem – a vida.

O princípio da razoabilidade nos obriga a estender aos animais a repugnância moral que sentimos diante de sacrifícios humanos em rituais religiosos.

Com fulcro na Carta Magna e na Lei Federal de Crimes Ambientais – Lei nº 9605, de 12 de fevereiro de 1998 – o presente Projeto de Lei visa caracterizar, no âmbito do Município de Tatuí, a prática de tais atos também como infração administrativa.

Devemos ressaltar que toda liberdade garantida pela Constituição Federal não inclui a prática de crime. Se assim fosse os rituais satânicos seriam legais e não o são, porque ali são utilizados restos mortais, vísceras, órgãos ou sacrifício de seres humanos adultos ou crianças.


domingo, 25 de janeiro de 2015

Venda e exposição de animais em gaiolas e vitrines está proibida no Brasil

Boicotar estabelecimentos que não cumprirem a resolução... Fazer grande alarde pelo facebook para ninguém comprar ração, nada , nas agropecuárias que continuarem com gaiolas ou vitrines.... Vamos a luta...Sem tréguas...

http://portal.cfmv.gov.br/portal/lei/index/id/454

Art. 5º O responsável técnico deve assegurar que as instalações e locais de manutenção dos animais:
I - proporcionem um ambiente...livre de poluição e protegido contra intempéries ou situações que causem estresse aos animais;

"ou situações que causem estresse aos animais"...

Ficar em gaiolas ou vitrines causam 'necessariamente' estresse aos animais, portando proibido expor animais em gaiolas ou vitrines...

Fazer alarde pelo facebook dando nome e pedindo para todos que são contra a tortura , boicotarem os estabelecimento ,não comprando ração, serviços, etc, onde continuem expondo animais em gaiolas ou vitrines...


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Estão proibidos rodeios em todo estado de São Paulo

Compartilhe pelo facebook... Grato.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=654142571324523&set=a.142491772489608.35046.100001863580217&type=1&theater

Lei proíbe os rodeios em área urbana em todas as cidades do estado de São Paulo. 
Procure o Ministério Público de sua cidade, use o modelo abaixo, para impedir que a lei seja violada, para impedir que a prefeitura autorize a realização de rodeio em sua cidade... Vamos a luta pela evolução ética do animal humano... Boa sorte... Conte com o vereador José Franson, de Tatuí SP.

Se na sua cidade esta pra ocorrer o rodeio, mande imediatamente um oficio ou carta registrada com AR (aviso de recebimento) com o decreto para a Policia Militar e também aos Bombeiros, adapte o texto do ofício abaixo, eles tendo ciência da lei vigente ( Decreto Estadual 40.400, (Art. 23), jamais poderão dar o laudo de segurança pra algo proibido, esse laudo é indispensável para a prefeitura dar o Alvará.

2014 - VOU VOTAR PELOS ANIMAIS - PROJETO "PROTETOR PÚBLICO DE ANIMAIS"

Clique participar - Convide amigos... Grato.https://www.facebook.com/events/615028528553267/


Veja também -  Decisão do Promotor em Indaiatuba 

Campinas, 27 DE FEVEREIRO DE de 2014.

Ofício O5/14

AO
MINISTÉRIO PUBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROMOTORIA DE INDAIATUBA

Senhor Promotor,

Venho pelo presente representar pela adoção de providências cabíveis em relação aos fatos que passo a narrar:

1 - Conforme pratica ocorrida em anos anteriores, infelizmente tomamos conhecimento que novamente nesse ano (2014) está sendo organizada, A conhecida FESTA DO PEÃO DE INDAIATUBA,, ou trocando pelo termo genérico RODEIO, ocorre Senhor promotor , que não suficiente fosse, a ciência de nossa sociedade, para os maus tratos cometidos contra os animais nesse tipo de ato medieval, (Sendo esse Motivo pelo qual a Justiça proibiu a realização de similares em muitas cidades do Brasil), O de Indaiatuba, em especial ainda fere, ao Decreto estadual 40.400 de 1995, Ao qual como pode ser Visto (em especial no Art. 23) não deixa Brechas para Realização de Rodeios e similares em Áreas Urbanas em todo estado de SP.

A) Não muito difícil é saber que o local onde é realizado o rodeio é área Urbana,Conforme desde já esta sendo amplamente divulgado pela Organização, inclusive, com ostentação de material gráfico, adesivos em carros e Outros, O Evento esta programado para Rua Prata 375, Em frente ao Polo Shopping
- Indaiatuba - SP - (ZONA URBANA)
B) Data sendo anunciada de 07 a 11 de Maio

2 - O Decreto Estadual 40.400/95, Art. 1°, inciso XIII; e Art. 23, proíbe a realização de rodeios em perímetro urbano, como é o caso do local anunciado para a realização do rodeio. A saber:

Decreto Estadual 40.400, de 24 de outubro de 1995

Aprova Norma Técnica Especial relativa à instalação de estabelecimentos veterinários
MÁRIO COVAS, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,

Decreta:

Artigo 1º - Fica aprovada a Norma Técnica Especial, anexa a este decreto, que dispõe sobre a instalação de estabelecimentos veterinários,
determinando as exigências mínimas para este fim, uso de radiações, de drogas, medidas necessárias ao trânsito de animais e do controle de
zoonoses.

Artigo 2º - Os estabelecimentos aludidos no artigo anterior e existentes na data de publicação deste decreto, têm prazo de 12 (doze) meses para se
adequarem às exigências.

Artigo 3º - Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 24 de outubro de 1995

(...)

Norma Técnica Especial relativa às condições de funcionamento de estabelecimentos veterinários, determinando as exigências mínimas de
instalações, de uso de radiações, de uso de drogas, de medidas necessárias para o trânsito de animais e do controle de zoonoses


TÍTULO I

Das Definições


Artigo 1º - Consideram-se estabelecimentos veterinários para os efeitos desta Norma Técnica Especial: (...)

XIII - Rodeio: o estabelecimento fixo ou nômade, onde são mantidos equinos, bovinos e bubalinos destinados a espetáculos e/ou competições de monta de chucros; (...)


Artigo 23 - Os haras, os rodeios, os carrosséis-vivos, os hotéis-fazenda, as granjas de criação, as pocilgas, e congêneres não poderão localizar-se no perímetro urbano.

§ 1º - Os estabelecimentos incluídos neste artigo que, à data de promulgação desta Norma Técnica Especial, já se encontram localizados dentro do perímetro urbano, poderão, a critério da autoridade sanitária competente, permanecer onde se encontram pelo tempo que esta determinar, desde que satisfeitos os requisitos desta Norma, notadamente no que se refere a exalação de odores, propagação de ruídos incômodos e proliferação de roedores e artrópodes nocivos.

§ 2º - Sempre que o perímetro urbano alcance a área onde esteja instalado algum estabelecimento veterinário incluído neste artigo, este deverá providenciar a sua mudança de localização, no prazo que lhe for determinado pela autoridade sanitária competente.

3 - Apesar de todas as argumentações dos promotores e participantes de tais eventos, bois, cavalos e outros grandes animais usados nos rodeios são submetidos a abusos, maus-tratos, extrema crueldade o que já foi largamente comprovado por técnicos e cientistas, e ainda conforme podemos ver nos Artigos intitulados “Cruéis Rodeios” e “Alegações dos Defensores de Rodeios”, de autoria da Dra. Vanice Teixeira Orlandi, advogada, presidente da União Internacional Protetora dos Animais, entidade fundada em 1895 (Textos 1 e 2 transcritos abaixo).


4. Tais práticas, portanto, afrontam a Constituição Federal e a Lei de Crimes Ambientais (lei federal 9.605/98, art. 32). A saber:

ART. 225, DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.


§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público:
(...)

VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.

LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – 9.605/98

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

Sem mais para o momento, apresento protestos de elevada estima e consideração.

NESSES TERMOS PEDIMOS IMEDIATO AJUIZAMENTO DA AÇÃO EM VISTA DE SE FAZER CUMPRIR A LEI E IMPEDIR A REALIZAÇÃO DA FESTA DO PEÃO DE INDAIATUBA OU DE QUAISQUER OUTRA EM AREA URBANA NO ESTADO DE SP.

Cordialmente,

CLAUDIA DE CARLI
PRESIDENTA ASSOCIAÇÃO AMOR DE BICHO NÃO TEM PREÇO
Fone – 19- 99400-5379
AMORDEBICHONAOTEMPRECO@GMAIL.COM


(Anexos)

Texto 1

Cruéis Rodeios - A exploração econômica da dor
25 Apr 2007

por Vanice Teixeira Orlandi *

Os corcoveios dos animais exibidos em rodeios resultam da dor e tormento de que padecem, não só pelas esporas que lhes castigam o pescoço e baixo-ventre, mas também pelo “sedém,” artefato amarrado e retesado ao redor do corpo do animal, na região da virilha, tracionado ao máximo no momento em que o animal é solto na arena.

É o que concluem inúmeros laudos periciais, dentre os quais se destacam os exarados pelo Ibama, pelo Instituto de Criminalística do Rio de Janeiro e pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo.

É falsa, portanto, a impressão de que os animais exibidos em rodeios são bravios e selvagens, uma vez que se trata de equinos e de bovinos absolutamente mansos, cujos saltos, coices e corcoveios decorrem da tentativa desesperada de se livrarem dos instrumentos que os fazem vivenciar sofrimento físico e mental infligido, sobretudo, pelo uso do sedém e das esporas. No bovino, o sedém é colocado sobre o pênis e no eqüino, o sedém é aplicado sobre a porção mais anterior do prepúcio, onde se aloja o pênis do animal.

Sedém, como a própria definição denuncia, “é um cilício de sedas ásperas e mortificadoras” (Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, Novo Dicionário da Língua Portuguesa, p. 1561, Rio de Janeiro, editora Nova Fronteira, 1986). E a mesma obra, na página 405, define “cilício” como “tortura, tormento, aflição”.

A superfície ventral do abdome, por não se achar protegida por estruturas ósseas, possui maior sensibilidade do que outras regiões. Assim, toda a linha dorsal do corpo do animal tem o reforço da presença da coluna vertebral, o que não ocorre na superfície ventral e mesmo na lateral do abdome, onde se localiza a região dos flancos, havendo, portanto, natural reação dos animais em tentar protegê-la. Por relacionarem-se à presença ou à proximidade de estruturas relacionadas aos mecanismos comportamentais de autopreservação (sobrevivência) e de perpetuação da espécie (reprodução), estímulos na região da virilha sempre são agressivos à integridade do animal. Há que se considerar ainda que a virilha é farta em algirreceptores, ou seja, possui estruturas nervosas específicas para a captação de estímulos que provocam dor.

Por ser uma região de pele mais fina, com mais intensidade, podem ser vivenciadas as situações de estimulação de tais receptores. Mesmo que não fira ou não cause morte do tecido, há dor que advém da violenta compressão que exerce sobre a sensível região da virilha.


De regra, o sedém provoca dor e tormento sem causar, necessariamente, lesões na pele ou esterilidade. É fundamental salientar que a ausência de lesões corporais não prova a ausência de sofrimento. O revestimento macio do sedém não tem a propriedade de evitar a dor, que advém da intensa compressão de região muito sensível.

Alegam os defensores da prática que o sedém provoca cócegas e que esse instrumento permanece por apenas oito segundos em contato com o animal, tempo esse que seria insuficiente para despertar a sensação de dor. Na verdade, o animal permanece em contato com o sedém de quinze a quarenta segundos. Convém, entretanto, esclarecer que basta uma fração de segundo de exposição ao estímulo doloroso para fazer aflorar a sensação de dor; do contrário, a chibatada não produziria dor alguma.

Ademais, a cócega é uma sensação nervosa ou irritante que advém de leves toques ou de fricções ligeiras. Jamais uma compressão tão intensa como a provocada pelo sedém poderia ensejar tal sensação.
Nos rodeios, até mesmo as esporas convertem-se em instrumentos de tortura. Normalmente utilizadas em montarias e em provas hípicas de forma criteriosa e com muita moderação, as esporas são usadas pelo cavaleiro para tocar o animal com pouca pressão e sem insistência alguma. Entretanto, nos rodeios, o peão se utiliza das pernas para, com força e violência, e de forma incessante, castigar o animal, que não é tocado por esporas, e sim golpeado por elas, na região do pescoço e do baixo-ventre. Pela forma brutal com que são utilizadas, as esporas provocam dor, sofrimento e lesões, ainda que não sejam pontiagudas.

É preciso ressaltar que as provas de rodeio exigem a utilização violenta de esporas. No estilo “cutiano” de montaria em cavalo, executado apenas no Brasil, quanto mais esporeado o animal, maiores são as chances de notas altas. Na montaria em cavalo Bareback, o peão coloca-se em posição quase horizontal, devendo posicionar as duas esporas no pescoço do cavalo. Na Bull Riding, montaria em touro, o animal é esporeado, principalmente, na região do baixo-ventre. Já o estilo de montaria em cavalo Saddle Bronc (sela americana) exige que o peão puxe as esporas seguindo uma angulação que sai da paleta, passa pela barriga e chega até o final da sela, na região traseira do cavalo.

Perícias atestam que esse instrumento provoca lesões sob a forma de cortes na região cutânea e, não raro, perfuração do globo ocular. No Rodeio Mundial Universitário de Maringá, realizado em 1997,e no Rodeio Universitário de Uberaba, ocorrido no ano seguinte, 65% dos animais utilizados apresentaram lesões por esporas.

As peiteiras também provocam dor e sofrimento à medida que passam por cima do nervo torácico lateral que é bastante calibroso, responsável pela enervação da porção anterior da parede latero-ventral do tronco. Muitos peões declaram que há um grande número de animais que necessitam de forte pressão na peiteira para que reajam da forma esperada.

No estilo “cutiano” de montaria em cavalo, o peão fica apoiado unicamente em duas cordas que são amarradas à peiteira, fazendo com que o animal sofra ainda mais a compressão causada por esse instrumento.

Existe ainda o padecimento causado pelos choques elétricos. Após ser submetido ao uso do sedém, que lhe é colocado no brete, a simples visão desse local suscita nos equinos e nos bovinos reações de fúria e de forte resistência, uma vez que o animal registra em sua memória as experiências que vivencia. De regra, o animal recusa-se a adentar o brete, razão pela qual os peões valem-se das estocadas de choques elétricos para forçá-lo à essa entrada, o que provoca dor extrema, urina e defecação descontroladas.

Segundo os defensores dos rodeios, os animais pinoteiam por índole, que seria aperfeiçoada por meio de treinamentos constantes. A alegação, contudo, não resiste à uma observação mais atenta, uma vez que o animal debate-se na tentativa de desvencilhar-se dos instrumentos que lhe são agressivos, e não para derrubar aquele que o está montando; tanto é assim que os corcoveios persistem após a queda do peão, e só cessam quando lhe é retirado o sedém.

É certo que há uma seleção de animais que consiste em buscar aqueles que pinoteiem de forma mais vigorosa para se livrar do estímulo doloroso, já que a índole é justamente a resposta individual ao estímulo. MURRAY FOWLER, autoridade mundial em vida animal, professor da Universidade de Daves, USA, com mais de cento e cinquenta artigos publicados nas revistas mais conceituadas da literatura internacional, em seu livro “Restraint and Handling of Wild and Domestic Animals” (The Iowa State University Press, 1ª edição,1978), capítulo 9, p. 127, menciona que “a reação à pressão de uma corda na região dos flancos é variável. Alguns animais caem imediatamente. Outros resistem e pulam à frente ou para os lados para se livrarem”.

O estímulo doloroso faz com que alguns animais se empinem, o que descarta a possibilidade de serem utilizados em rodeios. Vê-se que a tal índole necessária nada mais é do que a reação individual frente ao estímulo doloroso, consistente no comportamento de corcovear.

E a crueldade dos rodeios não se restringe às montarias, pois são igualmente atrozes as provas que os submetem a laçadas e a derrubadas. Conforme alegado pelos defensores dos rodeios, tais provas não infligem maus-tratos aos animais, uma vez que reproduzem as atividades normalmente realizadas em fazendas. Tais práticas, todavia, já são condenadas pelas atuais técnicas de produção pecuária, justamente, por elevarem o estresse e os riscos de fraturas e de morte a que são expostos os animais.

Segundo consta da literatura atinente aos métodos de contenção de bovinos, tratamentos clínicos em que há necessidade da derrubada do animal exigem a escolha de um solo plano e macio, coberto com colchões de espumas ou cama de capim. Do contrário, podem ocorrer graves traumatismos, ou até mesmo lesões irreversíveis do nervo radial, que podem levar à paralisia permanente.


Se as laçadas e derrubadas são condenáveis até mesmo nas fazendas, onde são executadas por necessidade de realizar castrações, curativos, com muito mais razão não podem ser admitidas como mero entretenimento.


Impossível, também, conferir legitimidade às provas exibidas em rodeios alegando que essas reproduzem o manejo do animal nas fazendas, porque muitas atrocidades ocorrem justamente no campo, como as castrações e a descorna realizadas sem anestesia, a debicagem, a derrabagem, a marcação a ferro quente, além das cruéis técnicas de confinamento de animais para consumo.


Na prova denominada “calf roping” (laço do bezerro), o laço que atinge o pescoço do bezerro o faz estancar de forma abrupta, tracionando-o para trás, em sentido contrário ao que corria. O laçador desce do cavalo e, segurando o bezerro pelas patas, ou até mesmo pela prega cutânea, ergue-o do solo até a altura da cintura do laçador, para em seguida atirá-lo violentamente ao chão, sendo três de suas patas amarradas juntas. São utilizados bezerros de apenas quarenta dias de vida, já que o animal não pode ultrapassar 120 quilos. Por se tratar de uma competição, cujo tempo é fator primordial, tudo é feito de maneira rápida, grosseira e atabalhoada, aumentando a possibilidade de traumatismos que resultam em sequelas, tais como rompimento de órgãos internos, lesões nos membros, nas costelas e na coluna vertebral, além de deslocamento de vértebra e de disco intervertebral.


Ademais, os bezerros utilizados em tais provas são submetidos à privação de alimento para que mantenham um peso bem abaixo do normal e, dessa forma, tenham a leveza e o movimento exigidos por essa modalidade. Se o bezerro fosse alimentado adequadamente, seu peso dificultaria a atividade do peão de tracioná-lo e de erguê-lo do solo comprometendo a execução da prova. A má alimentação leva à desnutrição, o que também traz sequelas.


Na prova de “Team Roping” (Laço em Dupla), um dos peões laça a cabeça de um garrote, enquanto o outro laça-lhe a perna traseira; em seguida, os peões o esticam entre si, resultando em sérios danos à coluna vertebral e em lesões orgânicas.


Na prova de “Bulldogging”, o peão desmonta de seu cavalo, em pleno galope, atirando-se sobre a cabeça do animal em movimento, devendo derrubá-lo ao chão, agarrando-o pelos chifres e torcendo lhe violentamente o pescoço, o que pode ocasionar ao animal deslocamento de vértebras, rupturas musculares e diversas lesões advindas do impacto recebido em sua coluna vertebral.



E a situação de flagelo não se restringe ao que se vê na arena, uma vez que vários outros fatores implicam sofrimento aos animais:

a) treinos: Peões e vaqueiros declaram que refazem por diversas vezes o mesmo procedimento em busca de um melhor desempenho, o que revela a verdadeira dimensão do descaso de que são alvos os animais utilizados em rodeios. Alguns laçadores, por exemplo, não se constrangem em divulgar que não laçam menos de cem bezerros por dia, em treinos que se prolongam até a madrugada.

b) tortura prévia: Da necessidade de se forjar uma perseguição, reproduzindo na arena o que ocorre no campo, decorre a necessidade de sujeitar o animal à uma tortura prévia. Nas provas que simulam uma perseguição ao animal, como nas vaquejadas, nas provas de laço e na “bulldogging”, há necessidade de se criar, artificialmente, uma razão para que o animal adentre a arena em fuga, em momento determinado. Para tal, o animal é confinado em um pequeno cercado, onde é atormentado, encurralado, espancado com pedaços de madeira, e submetido a vigorosas e sucessivas trações de cauda antes de ser solto na arena.

c) transporte: O transporte não proporciona condições mínimas de segurança, sendo o embarque realizado de forma precária, com rampas de acesso inadequadas, o que sujeita o animal a fraturas.

d) preparação: Abusos também ocorrem antes de o animal ser solto na arena. Por recusar-se a entrar no brete, pequeno cercado onde lhe é colocado o sedém, o animal é submetido a toda espécie de tormentos, sendo espancado, recebendo golpes de varas pontiagudas, puxões e pontapés.

e) manejo: Frise-se que o manejo dos animais sempre ocorre à custa de extrema violência, desferindo-lhes chutes e socos pelo só fato de se mostrarem vagarosos, ou não se posicionarem conforme a vontade de seus algozes.

f) quedas e outros acidentes: Ao corcovear de maneira desordenada, não raro, o animal vem a chocar-se contra as grades de proteção da arena. Assim, os animais são submetidos a constantes e sucessivas quedas, das quais podem decorrer ferimentos, contusões, fraturas, entorses, luxações, rupturas musculares e artrites. Muitas vezes, o animal choca-se contra a estrutura de ferro, o que pode ocasionar-lhe a morte.

e) ruído: E o extremo ruído proveniente dos shows musicais e dos gritos incessantes do locutor, tudo em altíssimo volume, também são estressantes para o animal, cuja acuidade auditiva é várias vezes superior à humana. Esse quadro ainda é agravado pela queima de fogos, que provoca intenso pavor nos animais.




f) privação de sono: Há também a questão do horário em que os eventos são realizados, o que sujeita os animais à privação de sono. Em condições normais, o animal adormece pouco depois do entardecer, para só despertar com os primeiros raios do dia. Já os animais que são utilizados em rodeios são privados de sono até a madrugada, quando retornam do tal evento, tendo pois o seu período normal de sono de 12 (doze) horas reduzido para 4 (quatro) ou até 3 (três) horas.

Vale ainda destacar que os rodeios são contestados até mesmo em seu país de origem. Tal prática é vedada em algumas localidades dos EUA como Fort Wayne (Indiana). Em Pittsburgh, no Estado da Pennsylvania, não se permite o uso de tipo algum de sedém, assim como na cidade de Pompano Beach, na Flórida; em Baltimore City, no Estado de Maryland, é vedado a utilização de esporas e de qualquer instrumento que cause dor ao animal; em Baltimore Country, no Estado de Maryland, não se permite a laçada de bezerro, assim como no Estado de Rhode Island. Em Pasadena, Califórnia, o Código municipal proíbe os rodeios, sendo a décima primeira cidade americana a proibir animais em espetáculos públicos.

Por fim, contra o tolo argumento de que os rodeios pertencem ao patrimônio cultural brasileiro cabe lembrar que a legítima cultura de um povo inspira-se em suas próprias raízes e história; reclama autenticidade. Não se presta a apresentar como sua, prática importada dos Estados Unidos da América, onde também é repudiada.

A exploração econômica da dor, sobre o lombo de animais fustigados, não pode ser concebida como esporte ou cultura. Constitui sim, crueldade.

Vanice Teixeira Orlandi - advogada, presidente da UIPA – União Internacional Protetora dos Animais, entidade fundada em 1895


Texto 2

Alegações dos Defensores dos Rodeios
25 Apr 2007

por Vanice Teixeira Orlandi*


Sedém macio, confeccionado em lã ou espuma, não causa dor.

Réplica: O revestimento macio do sedém não tem a propriedade de evitar o sofrimento, que advém da constrição de área tão sensível, por ser de pele fina, onde se localiza o órgão genital. Ao comprimir a região dos vazios do animal, em que há parte dos intestinos e o prepúcio, o sedém provoca dor; tanto é assim, que o animal corcoveia da mesma forma como o faz quando submetido ao sedém áspero. Vale dizer que as reações exibidas são idênticas, porque as sensações experimentadas são as mesmas.

Diante de uma forte constrição, a maciez do objeto nada significa. A título de ilustração, convém lembrar a morte da bailarina americana Isadora Duncan, ocorrida em 1927, quando sua longa echarpe de seda enroscou-se em uma das rodas de seu automóvel, provocando-lhe morte instantânea. Macio ou áspero, o sedém causa dor pela intensa constrição que exerce sobre área muito sensível. Prova disso é o fato de o animal corcovear da mesma forma como o faz quando submetido ao sedém áspero. Vale dizer que as reações exibidas são idênticas, porque as sensações experimentadas são as mesmas.
Muitas vezes, a maciez do sedém nem mesmo consegue poupar o animal de lesões, conforme constatado por perícia solicitada pelo Ministério Público, em rodeio realizado em Taboão da Serra. Não obstante ser o sedém confeccionada em lã, os animais apresentavam dilacerações de pele na região da virilha.


2) O sedém provoca apenas cócegas.

Réplica: Segundo a literatura, cócegas é uma sensação nervosa ou irritante que advém de leves toques ou fricções ligeiras. Jamais uma compressão tão intensa como a provocada pelo sedém poderia ensejar essa sensação.

3) O uso do sedém não constitui maus-tratos por ficar em contato com o animal por apenas oito segundos.

Réplica: Esse instrumento permanece de 15 a 40 segundos apertando a virilha do animal, no entanto, basta uma fração de segundo de exposição ao estímulo doloroso para fazer aflorar a sensação de dor; do contrário, a chibatada não produziria dor alguma.

Ademais, há longos treinos diários, já que os peões declaram, orgulhosamente, que a eles se dedicam por seis a oito horas diárias.

4) Esporas rombas (não pontiagudas) são inofensivas.

Réplica: Os animais são muito sensíveis às esporas que, em condições normais como nas montarias e provas hípicas, são utilizadas apenas quando necessário, fazendo o cavaleiro uso dos pés para tocar o animal, com pouca pressão e sem insistência. Porém, nos rodeios, o peão se utiliza das pernas para fincar as esporas, insistentemente, com força e violência no animal, que não é tocado por esporas, e sim golpeado por elas, na região do pescoço e baixo-ventre.

Perícias atestam que esse instrumento provoca lesões sob a forma de cortes na região cutânea e, não raro, perfuração do globo ocular. Esporas, pontiagudas ou rombas, constituem maus-tratos, pois o que se verifica é o mau uso desse apetrecho.


5) A Unesp realizou estudos científicos conclusivos de que o uso do sedém não constitui maus-tratos.

Réplica: O trabalho denominado “Projeto Sedém” foi coordenado e concluído por um professor que é também locutor de rodeios, membro honorário do Clube “Os Independentes” de Barretos, que patrocinou e encomendou o estudo para a Unesp, que, por sua vez, criou e promove anualmente o chamado “Rodeio Universitário Unesp”.

O projeto concluiu pela ausência de lesões e “stress” provocados pelo uso do sedém, com base na análise do sêmen colhido. Segundo apurou o Ministério Público, entretanto, os animais examinados não foram submetidos à simulação de um rodeio por ocasião da coleta do material.

Ora, ainda que a análise do sêmen fosse um método idôneo para comprovar o sofrimento do animal, como poderia um exame concluir algo sobre os efeitos provocados pela utilização de um instrumento em animal, sem submetê-lo ao uso desse instrumento?

Alguns anos depois, o mesmo professor tomou a frente de um novo estudo realizado na UNESP, denominado “Avaliação técnico-científica da utilização do sedém em bovinos”, que concluiu pela ausência de sofrimento por terem os animais copulado e se alimentado enquanto eram submetidos ao uso do sedém.

No entanto, conforme evidenciam as fotos que integram o estudo, o sedém estava apenas envolto na virilha, sem exercer sobre ela qualquer compressão, daí terem os animais copulado e se alimentado normalmente, já que a dor advém da forte constrição exercida por esse instrumento. Vale dizer que o sedém foi utilizado de maneira totalmente diversa daquela empregada nos rodeios, pois esse instrumento sequer tocou o pênis do animal.


Como bem observou a veterinária Dra Marcela de Santis Prada, “se o animal corcoveia devido à sensação de cócegas que lhe causa o sedém, porque então o animal não corcoveou durante o tal estudo. Seriam as cócegas intermitentes?”


6) Estudos mostram que o sedém não fica em contato com os testículos do animal.

Réplica: O sedém não fica em contato com os testículos. No bovino, passa sobre o pênis e no eqüino, compromete a porção anterior do prepúcio.


7) As provas que envolvem laçadas (“calf roping” e “team roping”) e derrubadas (“bulldogging”) exibidas em rodeios reproduzem as atividades normalmente realizadas nas fazendas.

Réplica: Laçadas e derrubadas já são consideradas ultrapassadas pelas atuais técnicas de produção pecuária, por elevarem o risco de morte e lesões irreversíveis, desvantajosas ao pecuarista.

Wilmar Marçal, Professor do Departamento de Clínicas Veterinárias da Universidade Estadual de Londrina, em palestra proferida no II Congresso do Bem-Estar Animal, esclareceu que “não se admitem mais que os trabalhos feitos com bovinos, no campo, sejam à custa de traumatismos. Maneiras estabanadas na lida desses animais refletem a falta de conhecimento dos capatazes e criadores, repercutindo negativamente nos lucros, pois desestabilizam aspectos importantes da proteção e bem-estar animal. Na maioria das fazendas, castrações, curativos e aplicações de medicamentos ainda são efetuados pela laçada com consequente derrubamento, o que é considerado ultrapassado em termos de manejo, porque exacerba a intensidade de stress e aumenta o risco de fraturas, não interessando economicamente”.

É o que ensina também o Prof. Dr. Duvaldo Eurides da Universidade Federal de Uberlândia, em seu livro “Métodos de Contenção de Bovinos”, p.44, (Rio Grande do Sul, editora Agropecuária, 1998), ao abordar a questão da derrubada, recomendando que “para realizar tratamentos clínicos em bovinos torna-se necessário derrubá-los e escolher um local adequado: solo plano e macio, coberto com colchões de espumas ou em cama de capim, pois em terrenos duros podem ocorrer graves traumatismos ou até mesmo lesões irreversíveis do nervo radial, causando paralisia permanente.”

Se as laçadas e derrubadas são condenáveis até mesmo nas fazendas, onde são executadas por necessidade, com muito mais razão não podem ser admitidas como mero entretenimento.

Nesse sentido, ao se manifestar sobre as provas exibidas em rodeios, a Prof.ª Dr.ª Irvênia Prada teceu as seguintes considerações sobre a cruel “calf roping”, em que bezerros de apenas quarenta dias de vida são laçados:

“Como se leva em consideração a contagem do tempo, todos os movimentos são rápidos e bruscos, o que aumenta a possibilidade de ocorrência de traumatismos no bezerro, em várias partes do corpo (coluna vertebral, membros, costelas e órgãos internos, que podem sofrer rupturas), ainda mais, levando em conta que são animais em início de desenvolvimento orgânico. Além das eventuais lesões corporais que podem resultar desse procedimento é irrefutável a ocorrência de sofrimento mental ou psíquico”.

O artigo publicado na revista “ The Animals Agenda”, em março de 1990, traz depoimento, nesse mesmo sentido, do veterinário E. J. Finocchio:

“Testemunhei a morte instantânea de bezerros após a ruptura da medula espinhal... Também cuidei de bezerros que ficaram paralíticos e cujas traqueias foram total ou parcialmente rompidas. Ser atirado violentamente ao chão tem causado a ruptura de diversos órgãos internos, resultando em uma morte lenta e agonizante”.

Assim como nas montarias, os laçadores treinam por várias horas. A revista “Rodeo Life”, de maio de 1997, publicou entrevista com um deles, da qual se destaca o seguinte trecho:

“Treinava das cinco da tarde até às dez da noite, sem trégua. Sempre passava da meia noite e não amarrava menos de cem bezerros”.

Na prova denominada “ bulldogging”, o peão desmonta de seu cavalo, em pleno galope, atirando-se sobre a cabeça do animal em movimento, devendo derrubá-lo ao chão, agarrando-o pelos chifres e torcendo violentamente seu pescoço. Ocorre assim deslocamento de vértebras, rupturas musculares e diversas lesões advindas do impacto recebido em sua coluna vertebral.

Tentam conferir legitimidade às provas exibidas em rodeios alegando que reproduzem o manejo do animal no campo, como se as maiores atrocidades não ocorressem justamente no campo, como as castrações e a descorna, que são realizadas sem anestesia, sem falar nas atrozes técnicas de confinamento de animais para consumo.

Ainda há outras graves consequências que advêm da tentativa de se reproduzir, artificialmente, na arena o que ocorre no campo. Nas vaquejadas, provas de laço e “bulldogging” simula-se uma perseguição do peão ao animal; é preciso, então, criar um motivo para que o bovino, manso e vagaroso, adentre a arena em fuga, devendo ser submetido à tortura prévia que consiste em ser encurralado, espancado com pedaços de madeira e ter sua cauda tracionada ao máximo antes de ser solto na arena. Só assim é que se garante que aquele animal, em momento determinado, irá disparar em fuga, pois lhe criaram um motivo para isso.

Oportuno registrar que as provas de laço impõem sofrimento também aos cavalos dos peões, como nos revela o veterinário Aluísio Marins, em artigo publicado pela revista “Horse” de março de 2002:

“No laço em duplas, observo um certo descontrole de alguns proprietários em utilizar seu cavalo. As provas de laço podem durar de um a dois ou até três dias. É muito comum vermos cavalos amarrados em caminhões e trailers por todo este período, com uma sacola de feno para comer, ou com ração. A impressão que se dá é que os cavalos são como máquinas que trabalham e depois são encostados em um “estacionamento” quando não estão sendo usados. Outra coisa muito comum são cavalos utilizando o equipamento de forma errada. Ligas de trabalho mal colocadas, caneleiras caindo, cordinhas sendo usadas como remendos. Os proprietários fazem as inscrições, emprestam seus cavalos a amigos para mais inscrições, depois todos vão à final para laçar mais bois e, assim, entra dia, entra noite, e os cavalos no sufoco”.


8) Se o sedém causasse dor, o animal deitaria em vez de pinotear; tanto é assim que a compressão da região dos flancos é um conhecido método de contenção.

Réplica: Mesmo como método de contenção, a corda no flanco suscita reações de fuga consistentes em saltos, coices e todo o tipo de movimentos para se libertar. E não basta a corda no flanco para que o animal caia, pois a cabeça deve ser contida, os membros posteriores devem ser amarrados e tracionados para desequilibrar o animal, sendo necessário de três a cinco auxiliares para derrubá-lo.

Murray Fowler, autoridade mundial em vida animal, professor da Universidade de Daves, USA, com mais de cento e cinqüenta artigos publicados nas revistas mais conceituadas da literatura internacional, em seu livro “Restraint and Handling of Wild and Domestic Animals” (The Iowa State University Press, 1ª edição,1978), capítulo 9, p. 127, menciona que “a reação à pressão de uma corda na região dos flancos é variável. Alguns animais caem imediatamente. Outros resistem e pulam à frente ou para os lados para se livrarem”. Portanto, diante do mesmo estímulo doloroso os animais reagem de modo diverso. Na mesma obra, o autor considera, na p. 113, que “há marcantes diferenças nas raças bovinas em suas reações à manipulação”.

Da mesma forma, Duvaldo Eurides, nas considerações gerais de seu livro “Métodos de Contenção de Bovinos”, p. 15 (Rio Grande do Sul, editora Agropecuária, 1998) assevera que “o método empregado para derrubar bovinos difere segundo o sexo, idade e temperamento”. Conclui-se que há variações na resposta ao estímulo da pressão da corda na região do flanco.

É sabido que há uma rigorosa seleção de animais que consiste em buscar aqueles que pulem com mais vigor nos rodeios. O fato de os animais não deitarem, mas pinotearem quando apertados na virilha pelo sedém, não significa que não sintam dor, mas sim, que experimentam até mais dor, e é justamente esse fato que os torna aptos a serem utilizados em rodeios.


Concluindo, não há nenhuma prova ou sequer indício de que os animais de rodeio, ao serem submetidos às semelhantes condições daqueles que sofrem contenção por meio de cordas nos flancos, não sintam dor. Ao contrário, ao reagirem vigorosamente, com pinotes e corcoveios, demonstram a intensidade da agressão de que são vítimas. Só não caem porque estão com a cabeça e os membros livres, e dispõem de espaço para tentar se livrar. Se esses animais estivessem nas mesmas condições daqueles submetidos aos métodos de contenção, ou seja, a cabeça puxada para baixo, os membros posteriores amarrados e puxados lateralmente e auxiliares lhe forçando à queda, a reação seria a mesma de qualquer animal exposto a esse procedimento: saltar, tentar se livrar, e, não tendo sucesso, cair.

Acrescente-se que todos os livros referidos recomendam grande cautela para a corda na região do flanco, pela enorme possibilidade de danos em pênis e prepúcio. Cumpre destacar que a compressão dos flancos, como método de derrubada, não é utilizada para equinos, justamente, porque esses animais são mais sensíveis e, portanto, suportam menos a dor que os bovinos. A corda no flanco não é utilizada, pois suscita imediatas e vigorosas reações adversas em equinos, tornando impossível a contenção.


9) Nos rodeios organizados por bons profissionais, que seguem as regras da Federação Nacional do Rodeio Completo, não há crueldade.

Réplica: O regulamento da Federação autoriza o uso de sedém e esporas além de terem como oficiais provas notoriamente cruéis que envolvem laçadas e derrubadas. Regras eficazes para coibir os maus-tratos são aquelas que vedam o uso de tais instrumentos e provas. Incitam à crueldade ao exigir que a exibição das provas de montaria sejam selvagens para que o peão pontue. A falsa aparência de bravio, que garante o aspecto selvagem pretendido, advém do sofrimento causado pelo uso de instrumentos de tortura e choques elétricos. Ressalte-se que as recentes regras que exigem sedém macio e esporas rombas constituem mera tentativa de burla à legislação que veda a crueldade.



10) Os animais recebem excelente alimentação.

Réplica: São bem alimentados para que possam reagir à dor que sentem, propiciando a tal exibição selvagem necessária à pontuação do peão. Se querem simular uma doma, criando uma falsa aparência de animal bravio, não podem valer-se de animais esquálidos. Convém frisar que a boa alimentação em nada justifica os maus-tratos que lhes são impostos.

11) Os animais de rodeio são privilegiados por não serem destinados ao corte.

Réplica: Depois de serem martirizados por dez a quinze anos em rodeios, os animais são destinados ao corte como os demais. Em artigo publicado na revista” The Animals Agenda”, em março de 1990, o veterinário Dr C.G. Haber, com trinta anos de experiência como inspetor de carne da USDA, nos revela informações sobre o estado em que os animais chegam ao abate:

“O pessoal dos rodeios manda seus animais aos matadouros, onde tenho visto gado tão machucado, que as únicas áreas em que a pele continuava ligada eram na cabeça, pescoço e pernas. Tenho visto animais com seis a oito costelas separadas da coluna vertebral e, às vezes, penetrando os pulmões. Tenho visto entre dois a três galões de sangue livre acumulados debaixo da pele solta”

12) Os animais de rodeio pinoteiam por índole e porque são submetidos a treinamentos para que exibam esse comportamento.

Réplica: Em verdade, o animal se debate o quanto pode para se livrar dos instrumentos que lhe são agressivos, e não para derrubar aquele que o está montando; tanto é assim que os corcoveios persistem após a queda do peão, e só cessam quando lhe é retirado o sedém.

Os treinamentos objetivam o “aprimoramento técnico” do peão, e não do animal, que simplesmente reage à dor que sente. Como já foi demonstrado no item 8, há uma seleção de animais que consiste em escolher aqueles que pinoteiam para se livrar do estímulo doloroso, já que a índole é justamente a resposta individual ao estímulo. Vê-se que a tal índole necessária ao animal de rodeio nada mais é do que a reação individual frente ao estímulo doloroso, consistente no comportamento de corcovear.


13) Os rodeios são realizados livremente nos EUA.

Réplica: Essa prática é repudiada até mesmo em seu país de origem, sendo totalmente proibida em algumas localidades como Fort Wayne (Indiana). Em Pittsburgh, no Estado da Pennsylvania, não se permite o uso de nenhum tipo de sedém, assim como na cidade de Pompano Beach, na Flórida; em Baltimore City, no Estado de Maryland, é vedado o uso de esporas e de qualquer instrumento que cause dor ao animal; em Baltimore Country, no Estado de Maryland, não se permite a laçada de bezerro, assim como no Estado de Rhode Island. Em Pasadena, Califórnia, o Código municipal proíbe os rodeios, sendo a décima primeira cidade americana a proibir animais em espetáculos públicos.


14) Os rodeios devem ser preservados por gerarem empregos e renda.

Réplica: Falece razão ao argumento de que certas restrições impostas em favor da integridade física do animal representam uma ameaça à geração de lucros e empregos, pois não se proíbe o evento, mas sim o uso de instrumentos de tortura e a realização de provas cruéis, como as que envolvem perseguições, laçadas e derrubadas que incidem na norma punitiva do art. 32 da Lei de Crimes Ambientais e afrontam a Constituição da República, que em seu art. 225, §1º, inciso VII, veda as práticas que submetam os animais à crueldade.

Cumpre mencionar que dezenas de liminares foram concedidas em ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público, não para proibir a realização dos eventos, mas visando à coibição de atos cruéis. Vale dizer que, por dezenas de vezes, os rodeios foram realizados com a abstenção das mencionadas práticas, sem que isso implicasse prejuízo econômico, já que o público comparece ao evento pela festa e, sobretudo, pelos “shows” sertanejos.

Ademais, a Constituição da República, em seu art. 170, inciso VI, firmou a defesa do meio ambiente como um dos princípios gerais da atividade econômica, fazendo ver que a geração de lucros e empregos têm limites a respeitar.

Como sustenta o promotor de justiça Dr Laerte Fernando Levai, em brilhante parecer sobre os rodeios, publicado no boletim do IBCCRIM, de fevereiro de 2000, “não se pode aceitar a tortura institucionalizada de animais com base na supremacia do poder econômico, nos costumes desvirtuados ou no argumento falacioso de que sua prática se justifica em prol do divertimento público, sob pena de se adotar a máxima maquiavélica de que os fins justificam os meios”.

Por fim, é bom frisar que as atividades ilícitas, no mais das vezes, são rentáveis e, por isso mesmo, atrativas.


15) A lei federal nº 10.519, de 17 de julho de 2002, tornou legal o uso de sedém e de esporas.

Réplica: Uma norma só se mostra válida à medida que se conforme aos comandos traçados pela Constituição da República e aos demais postulados jurídicos que dela emanam. É o princípio da supremacia constitucional. Não pode uma lei, ainda que federal, conferir legitimidade ao uso de instrumentos de tortura, se há dispositivo constitucional vedando as práticas que submetam animais à crueldade.

Ademais, não há diploma legal que possa alterar a natureza das coisas. Se o uso do sedém e esporas constitui maus-tratos, a edição de uma norma permissiva de tais instrumentos não altera em nada a realidade dos fatos. Seu uso constitui crueldade, a despeito da lei que o permite.


Perfeitíssimas, a respeito, as considerações da Desembargadora Teresa Ramos Marques, ao comentar a Lei estadual paulista nº 10.359 de 1999, permissiva do uso de sedém e de esporas, em acórdão exarado pela Oitava Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em 24 de outubro de 2001, ao dar provimento à apelação do Ministério Público:

“Um certo instrumento, ou uma determinada prova, não deixam de ser cruéis simplesmente porque o legislador assim dispôs. Não se desfaz a crueldade por expressa disposição de lei. Portanto, se demonstrado, em cada caso, que algum dos equipamentos legalmente permitidos no rodeio lesiona, física ou mentalmente, o animal, se impõe sua proibição, para que se cumpra fielmente a vedação à crueldade assegurada nas Constituições Federal e Estadual”.


16) As práticas de rodeio são manifestações culturais pertencentes à tradição sertaneja do país.


Réplica: Os rodeios deitam raízes na colonização dos Estados Unidos da América do Norte e, como lembra Flávio Prada, Professor Titular da FMVZ da USP, em carta publicada na “Folha de São Paulo”, em maio de 1999, “os primeiros bovinos criados no Brasil eram da raça caracu, o chamado “boi de carro”. São animais pesados e com enormes “guampas”, que em absoluto se prestariam ao rodeio”.


Como enfatizou o jurista J. Nascimento Franco, em seu parecer sobre o tema, “inexiste base moral para equiparar o rodeio à tradição ou esporte porque flagela o animal, deforma o sentimento dos espectadores e instila no espírito das crianças e adolescentes o sadismo e a insensibilidade”.


A ausência de identidade entre tais eventos e a cultura sertaneja é admitida até mesmo por aqueles que vivem do rodeio, como nos revela artigo publicado pela Revista “ Rodeo Life” (novembro/dezembro 96):


“E até o cowboy, que sacoleja de rodeio em rodeio, pouco tem daquele boiadeiro dos anos 50. Alguns até que vem das fazendas, mas em sua maioria são moços do interior em busca de fama e grana, nos arriscados oito segundos de duração de cada prova”.


Descabe atribuir relevância cultural aos rodeios e vaquejadas para justificar os métodos cruéis neles empregados, pois já decidiu o Supremo Tribunal Federal, em festejado acórdão contra a “farra do boi”, que o pleno exercício de manifestações culturais não prescinde da observância da norma constitucional que veda a crueldade contra os animais.


A legítima cultura de um povo inspira-se em suas próprias raízes e história; reclama autenticidade. Não se presta a apresentar como sua, prática importada dos Estados Unidos da América, onde também é repudiada.


A exploração econômica da dor, sobre o lombo de animais fustigados, não pode ser concebida como esporte ou cultura. Constitui sim, crueldade.

Vanice Teixeira Orlandi - advogada, presidente da UIPA – União Internacional Protetora dos Animais, entidade fundada em 1895

ASSOCIAÇÃO AMOR DE BICHO NÃO TEM PREÇO
E-MAIL: AMORDEBICHONAOTEMPRECO@GMAIL.COM
TELEFONE (19) 994005379

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

CCZ - Canil municipal - Caratinga MG - Assassina animais sem dó nem piedade.

Canil Municipal de Caratinga é denunciado por maus-tratos

Aspac vai acionar Justiça 

Cães aparentemente doentes precisando de cuidados e vagando em meio à sujeira. Há fezes de animais por toda a parte. Essa foi à cena registrada pelas câmeras de jornalismo do Super Canal nesta manhã de quinta-feira (02/01/2013) no Canil Municipal de Caratinga.

Quadro isolado 1Quadro isolado 2Quadro isolado 3Quadro isolado 4Quadro isolado 5

A situação de abandono do canil chegou ao conhecimento da Aspac – Associação Protetora dos Animais de Caratinga, após uma denúncia.

Ontem (01/01) membros da Aspac acionaram a Polícia Militar e foram ao local para registrar um boletim de ocorrência. Para o cidadão caratinguense Luiz Gustavo, que acompanhou tudo, um cenário lamentável. “Isso aqui não é um canil, é um inferno. Só quem veio aqui, que viu a situação desse canil, sabe o que estou falando”, disse Luiz Gustavo.

Quadro isolado 7

Apesar de ter água e ração no local, o Super Canal teve acesso a um vídeo gravado ontem que mostra um cão ainda filhote se alimentando de um animal morto em cima de uma grama.

1525667_450990915001745_1823181783_n

Fotos também denunciam que ontem havia outros cães mortos dentro de um saco plástico pendurado em uma grade. A cena revoltou Luiz Gustavo, que é um defensor dos animais.

Quadro isolado 15Quadro isolado 16

“Uma cena deplorável. Ontem a gente veio aqui tinha animal morto do lado de fora e agora pela manhã, simplesmente sumiu. Então alguém veio aqui, recolheu os animais mortos. Quer dizer, alguém está sabendo. E por que continua esse inferno aqui? O que a gente quer saber é cadê o responsável? Porque isso aqui é desumano”.

Diante da situação dos animais, A Aspac informou que já buscou apoio de outros órgãos de defesa dos animais e está tomando as providências necessárias junto à Justiça. A Aspac também pede ajuda à população para adotar os cães do canil ou abrigá-los em um lar temporário.

“Eu espero uma atitude. Eu não sei se é uma atitude dos vereadores, que têm que fiscalizar, ou do responsável por isso aqui. Agora eu espero uma solução. Eu queria muito a resposta dos órgãos competentes quanto à solução para esse Canil Municipal”, destacou Luiz Gustavo.


José Franson - Protetor de animais e Vereador em Tatuí SP =
TODOS OS CCZ CONTINUAM SENDO HEDIONDAS PRISÕES MEDIEVAIS -

Hora de refletir... O que eu estou fazendo para salvar da prisão e morte os cães e gatos que meu prefeito assassina??? Todos os prefeitos do Brasil assassinam sem dó nem piedade... Reitero... Todos os canis municipais - CCZs - CVAs - Zoonoses matam.

È verdade que alguns poucos CCZs - CVAs, tem melhorado as condições do canil, melhor alimentação, programas de adoção, voluntariado, etc... Mas continuam sendo bárbaras prisões de inocentes, não têm nenhum objetivo de solucionar o abandono de maneira eficaz, aliás, estas instituições estão antiquadas, existem por lei e por filosofia para prevenir zoonoses, jamais para proteger animais, os manuais internos dos CCZs são muito claros...

A lei que proíbe assassinar animais sadios (SP), e outras leis estaduais não são cumpridas na maioria das cidades...não existe fiscalização... Onde é cumprida, pela intensa vigilância e militância dos protetores, a prefeitura usa as brechas da lei para matar...

Matam dizendo que estava doente, deixam animais sadios com doentes para justificar os assassinatos, matam os de grande porte, matam os que o 'dono' diz que mordeu alguém, matam na calada da noite, matam antes de levar no canil, etc....

Gastam fortunas com estes estabelecimentos hediondos apenas para agradar a classe dos veterinários que não desejam nenhuma mudança... Minha proposta é fechar os canis municipais, estão superados, são antiéticos, etc... Para isto temos projeto formatado, eficaz, viável, barato, matemático, etc... Basta vontade política do Prefeito....

Só existe um caminho para quem deseja ver o fim definitivo do sofrimento dos animais abandonados... Participar como protagonista da luta política pela implantação do projeto, veja o modelo que usei em Tatuí e que funcionou, elegemos o prefeito e um vereador... Pode ser usado em todos os municípios... Não basta lamentar, tem que lutar... MANUAL INICIAR FAMÍLIA
http://amigosdosanimaisdetatui.blogspot.com.br/2011/11/manual-como-iniciar-uma-familia-amigos.html

Calcula-se que vinte milhões de cães e gatos são assassinados no Brasil todos os anos, principalmente pelas prefeituras CCZ - CVA

Mesmo que não assassinassem, estes estabelecimentos medievais são masmorras, prisões hediondas, martirizando inocentes, incompatíveis com sociedades civilizadas... A nossa proposta é implantar uma nova concepção , ética, que soluciona definitivamente o abandono de animais, sem aprisionar nem matar... Por favor, leia e analise com carinho o projeto "Posto de Proteção Animal"... Grato.

PROJETO POSTO DE PROTEÇÃO ANIMAL - RESUMO
http://amigosdosanimaisdetatui.blogspot.com.br/2011/11/resumo-projeto-postos-veterinarios-de.html

domingo, 29 de dezembro de 2013

VERGONHA PARA TODOS OS VETERINÁRIOS - VERGONHA

Sindicato dos veterinários CFMV ameaça cassar registro de veterinários que tratarem cães doentes.

O CFMV esclarece que o médico veterinário que tratar animais com leishmaniose... está sujeito à abertura de processo ético... advertência, censura confidencial, censura pública, suspensão por até 90 dias ou cassação do registro profissional. Os veterinários devem trabalhar de acordo com a Portaria 1.426/2008 que proíbe o tratamento de cães com leishmaniose, sendo indicada a eutanásia em todos os casos.

José Franson - Nota mentirosa... Mentira do sindicato dos veterinários - CFMV

Wagner Leão do Carmo - Advogado voluntário diz :-

Não é proibido o tratamento da leishmaniose - Calazar...

A distância asséptica e pragmática do CFMV quando defende a ilegalidade do tratamento da leishmaniose.

É com imenso pesar, que nós, na qualidade de voluntários da causa animal e eu, em particular, como operador do direito e responsável pelas formulações jurídicas que levaram as decisões paradigmas que entenderam pela ilegalidade da Portaria, viemos a público para esclarecer os equívocos do Conselho Federal de Medicina Veterinária, o qual, como órgão de classe, deveria lutar pela vida animal e não usar de retórica para disfarçar a gravidade da política equivocada de extermínio de cães praticada em solo brasileiro, sob o disfarce de combate a transmissão da leishmaniose.

Fraqueja o discurso, fraqueja a classe, fraquejam as entidades de proteção animal, e, acima de tudo, fraqueja o poder público, ao adotar uma política conservadora, ultrapassada e ineficaz, e, pior, voltada para interesses equidistantes daqueles detidos pela maior parte da laboriosa classe dos médicos veterinários.

Este é um problema ético, que não pode ser trivializado, como fazem os órgãos aqui citados, pois de um lado, há o sofrimento dos animais, e do outro, nosso bem maior: a ciência a serviço da vida do homem, e , também, dos animais, já que somos indissociáveis.

A recuperação da imagem do Judiciário é feita em pequenas etapas, tais como as aqui tomadas, o que nos leva a exaltar e parabenizar os membros da Egrégia Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, os quais, ao reconhecerem a inconstitucionalidade da Portaria, demonstram claramente, que o poder público não está atento a realidade científica que recomenda o tratamento, e que ninguém está acima das leis e das instituições republicanas.

Nossos parabéns ao Ministro Joaquim Barbosa pela força e coragem para o que se avizinha, pois cremos que essa anomalia, de sacrificar milhões de cães, anualmente, tentará ser mantida e ampliada, apesar dos riscos de nos tornamos referência mundial, ao desrespeito do bem-estar animal.

No Brasil, infelizmente, ainda é comum se criar um problema, para só então se oferecer uma solução – normalmente, piorando a posição anterior.

No caso presente, a opção pelo não tratamento e pelo sacrifício puro e símplice de manter uma política que há mais de vinte anos é aplicada e, agora ampliada, e nada resolve, a não ser o de manter alguns pouco nos seus privilégios, em detrimento dos interesses do todo, do legal, do ético, do humano, só se justifica por isso e nada mais.

A má notícia que se tem e pela qual se pautam, é que o processo principal, aforado pelo Abrigo dos Bichos, não, recebeu, ainda, julgamento definitivo e, longe disso, está na sua fase inaugural, estando a festejada decisão suspensa em sua eficácia em razão dos conhecidos embargos de declaração, que não foi sequer julgado.

O frio pragmatismo aditado pelo CFVM está longe, muito longe, da realidade processual, e só ganha foros de verdade para aqueles que desconhecem as letras jurídicas ou agem com desapego a verdade.

Assuntos incômodos, como o fato de que o tratamento, conforme pesquisa científica realizada em solo brasileiro, produz cães auto-imunes (que se cruzados podem gerar cães imunes, porém são exterminados antes que procriem, vide tese a respeito), e que, o cão tratado é cão não transmissor, passa ao largo das tendenciosas exposições do órgão de classe que deveria primar, pelo respeito à vida animal e, acima de tudo, pela defesa das prerrogativas profissionais do médico veterinário, que é o de prescrever o melhor ao seus pacientes com o fim de preservar a espécie.

Assim, de olho na política classista, ao que parece, o CFVM, e a sua cúpula, preparou, cuidadosamente, uma matéria, com ampla divulgação, dizendo que a Portaria 1.426/2008 estaria vigente, o que é um rematado absurdo, por duas ordens de razões:

A uma, porque a sentença da cautelar está com seus efeitos vigentes, já que o recurso interposto (Embargos de Divergência não possui suspensividade), ao revés da tutela antecipatória conferida na Principal que sofre efeitos dos embargos de declaração com efeitos infringentes. Assim, a primeira decisão bem elucidou que “a Portaria n.º 1.426 é ilegal, porquanto extrapola os limites, tanto da legislação que regulamenta a garantia do livre exercício da profissão de médico veterinário, como das leis protetivas do meio ambiente, em especial da fauna” (APELAÇÃO CÍVEL Nº 0012031-94.2008.4.03.6000/MS)

A duas, porque em tentativa de suspender esta decisão, através de processo no Supremo Tribunal Federal (que reforça a afirmação de que os Embargos de Divergência não possuem suspensividade), o Ministro Joaquim Barbosa, afastou as três ilações adotadas pela União, para obter o agravo (suspenso em seus efeitos, por embargos de declaração com efeitos infringente) ao pontificar que:

a) não há ameaça à saúde pública;

b) ser a Portaria inconstitucional, tanto que manteve a decisão da cautelar, e, ainda,

c) em ser a eutanásia dos cães um tratamento cruel e, portanto, proibido pelo sistema jurídico nacional,

d) que uma nova política de enfrentamento da doença deve ser criada.

O Parecer do AGU, parte de formulações teóricas, utilizadas com o intuito único de respaldar a legalidade da Portaria, porém, o confronto com o código de processo civil o qual confere a suspensão dos efeitos jurídicos da decisão diante da sua interposição, nos permite dizer que a Portaria, até o presente momento, é inválida.

E, mais ainda, a Constituição Federal, a Declaração de Bruxelas e as leis de proteção à fauna, conduzem-se no sentido da proteção tanto da vida e como contra os maus tratos.

A vedação de se ministrar medicamentos usados para humanos, ou até mesmo dos não registrados para aliviar ou evitar a doença em causa (leishmaniose) nos cães, desde que prescritos por quem de direito, representam séria violação e desrespeito aos estatutos mencionados no parágrafo antecedente, conforme assinalado em Juízo Colegiado, e não, por decisão monocrática como feito na ação principal, que foi assentada, em estudo realizado no continente europeu e, portanto, fora do contexto de pesquisa nacional, é , no mínimo temerário.

A linguagem sectária e inflamada da CFMV, quando trata desse assunto, nas quais as cortezias e a civilidade são esquecidas, na sua maior parte se transvestiu da santimonia das certezas absolutas e inegociáveis. O caso, porém, é que essa certeza é rara, tanto que, um dos fundamentos da ação é o exercío ao direito a pesquisa científica que a Portaria terminamente proibe.

Por outro lado, a maneira com que o CFMV descreve a situação, atrai a má-fé, vez que eles pretendem dizer que o extermínio dos cães é o fator preponderante do combate a doença, quando, ao revés, são eles que poupam o homem do contágio, pois são passivos e os mosquitos encontram um corpo fácil para depsitar as lavras da lechimania, o que, por oposição, sugere que aqueles que defendem, que querem preservar a vida animal, estão atentando contra a saúde pública. Ledo engano. Estamos lutando por uma causa justa: que é a preservação de uma espécie, a qual, em estado último, por receber a picada, por estar ao lado do homem, impede que ele o receba.

Diante do cenário de incerteza, seria recomendável a prudência, em opiniões que incidam no sempre delicado terreno ético e moral da profissão do médico veterinário, que é, no nosso entender, o de preservar a vida animal a qualquer custo, vez que foi a isso que se propuseram quando escolheram essa carreira, e o de investir na pesquisa para reparar os males que lhes afligem, e não é isso que se vê, nas resoluções do CFMV.

Neste campo, sua administração tende organizar-se em times e/ou torcidas, que se fecham, dogmaticamente, em torno de suas concepções de mundo, que os tornam impermeáveis aos argumentos contrários, tais como as recentes pesquisas realizadas por renomados médicos veterinários apontando outros caminhos, como bem salientado pelo Ministro Joaquim Barbosa.

Joshua Greene, pesquisador de Harvard, em seu recente livro bem resumiu esse espírito, quando o titulou Tribos Morais.

Ainda, sobre a bandeira do bem comum, prega o CFMV, solução monstruosa, que sacrifica, anualmente, mais de um milhão de cães nos CCZs do Brasil a fora, nas Clinicas Veterinárias, nos Hospitais e em outros campos de extermínos.

Ganharíamos muito mais, se parássemos de discutir sobre o direito e sobre a interpretação do Código de Ética Médica do Veterinário, e se antes de nos perguntarmos que direitos estão em jogo, nos questionássemos sobre qual seria deveria ser a solução que viesse a produzir melhores resultados, diz o conceituado Greene.

Pode ser de fato saudável, reconhecer que nossos princípios classistas, confrontados com a realidade dura das ruas, onde cães são abandonados normalmente doentes e em estado terminal, são insuficientes, e às vezes contraditórios, mas isso não justifica abandoná-los. Talvez por isso, nem sejam desejáveis.

Igualmente inevitável, é o choque entre princípios inconciliáveis, e difíceis de equacionar.

As demandas da vida humana e a preservação desta, estão umbilicalmente ligadas à preservação das demais espécies, e exercem inegável pressão sobre o meio ambiente.

Portanto, a acomodação entre os dois, será sempre conflituosa, quando se faz um discurso de exterminio puro e simples, e que mancha a biografia dos atuais diregentes do CFMV, os quais sujam suas mãos com o sangue de milhões de cães sacrificados inutilmente.

De sorte, que necessário é chegarmos ao âmago da questão: não há risco à população com o tratamento desses animais, o que representa risco, é somente a falta de combate adequado e de uma política séria e responsável de combate à leishmaniose.

Como se sabe, os fatos são teimosos, posto que, mais de doze mil cães são sacrificados, anualmente, em Campo Grande (dado atestado pelo CCZ), e o que se vê é o aumento do contágio que apesar das mortes, não está sendo reduzido, demostrando com isso, a carga de simplismo falacioso que se usa, para deixar a população confusa, posto que mesmo que se reduza a população canina de maneira significativa, vez que calcula-se, entre clinicas e hospitais, o sacrifício de trinta mil animais ao ano, mesmo assim a doença continua em crescimento de mais de 100%.

Logo, não passa de mera falácia a retórica utilizada, para disfarçar a questão central do problema, pois a matança não fecha a equação.

Esta ação, portanto, não passa de mero jogo de cena, sem efeitos concretos, e proposta em detrimento da real causa da doença, que nada mais é do que a falta de saneamento básico e investimento em políticas sociais para o combate do mosquito transmissor.

Percebemos que a mantança em nada traduz, a não ser na possibilidade de extinção de uma espécie, e o impedimento a investigação científica, que poderia desenvolver novas drogas, se possibilitassem a investição da doença com o remédio humano.

Será razoável desconfiar dos puros, dos que são possuídos por qualquer chama sagrada – sobretudo, quando estes acreditam que a causa justifica quaisquer meio, até mesmo aqueles que infringem a lei e o seu código de ética, o qual se assenta em duas balizas: aprimoramento constante e o uso do melhor progresso científico (art.6, inciso I, do Código de Ética).

Os dirigentes do CFMV, certamente imaginaram estarem acima ou até mesmo além da moral da profissão, e que o inciso IV, do Código de Ética é letra morta, pois este visa garantir, quando em cargo de direção, as condições para o desempenho profissional do médico veterinário.

A nota emocional e econômica é dificil de contornar, quando nos deparamos com o número de cães sacrificados anualmente que já está próximo de um milhão e quando, nos deparamos com o fato de que em mais de 40% deles, o diagnótico nem sequer havia sido fechado. Essa forma inescrupulosa e precipitada de agir, coloca em jogo, vários problemas éticos que não podem ser trivializados.

Como se pode ver, de um lado, está o dever de tratar, de forma que seja miminizado e controlado por parâmetros dentro da ótica científica, onde não haja sofrimento dos bichos.

De outro lado, está o bem maior: a preservação da profissão, que reclama tratamento a todos os cães, indistintamente, e ao desenvolvimento científico permante.

Já não se admite mais a matança que se faz, quando ela nada resolve, a não ser diminuir o universo de clientelas das clinicas e hospitais veterinários.

O avanço da ciência – e da educação cientifica – não pode ser tolhido por uma simples Portaria Interministerial, uma vez que sua dimensão ética passa pela tentativa de preservação da vida animal, combinada com a busca do conhecimento cientifico.

Ademais, é cediço que esses dois grandes preceitos do Código de Ética, se violados pela orientação errônea do Conselho, se traduzem em infração profissional, punível da perda do cargo de direção exercida.

Numa combinação perversa, a ploriferação da doença avança a passos lagos, e o exterminio de cães em maior proporção que esta, e como se pode constatar, não se reduz a infecção em humanos. Portanto, é certo que algo não está certo nesta cuidadora campanha de extermínios de cães, muitos, apenas por mera suspeita de contaminação, numa demonstração de puro pragmatismo que somente vem a caracterizar os interesses subalternos, o mais conveniente para os donos do poder.

É de bom alvitre lembrar que nem todo cachorro contaminado é infectivo. Isso mesmo. Dependendo da proporção de protozoários, ele é incapaz de transmitir a doença ao ser humano.

Ademais, ele não está sendo reservatório porque tem a ação do medicamento, por isso é indicado que o cão deve ser medicado por toda vida.

A orientação passada aos médicos veterinários, enaltecendo a responsabilização ética, é um ponto fora da curva, posto que, ao deixar de tratar os animais, eles estarão infringindo o maior de seus deveres éticos que é o da preservação da vida animal, e com isso, afrontam a Declaração de Bruxelas, as leis de proteção à fauna, ao Código de Ética, e ao Código Penal.

Como sociedade, precisamos de maiores esclarecimentos não só quanto as formas de prevenção da leishmaniose, que devem ser tomadas tanto no ambiente quanto no animal e no homem, mas também devemos desenvolver no povo brasileiro a consciência de que o único meio de transmissão da leishmaniose (calazar) é através da picada do mosquito, e que sem o mosquito, mesmo estando todos os cães com calazar, não há como a doença ser transmitida.

Resta a nós, como cidadãos, pleitear junto ao Governo Brasileiro o combate eficaz de extermínio dos mosquitos, vez que mortos os cachorros, o risco se torna maior, pois o mosquito que transmite a doença, na falta desses animais, irá picar as pessoas.

Foi bastante feliz o autor da matéria quando ressaltou a dinâmica e a alterilidade dos cuidados com o meio ambiente, posto que estes proporcionaram a diminuição da reprodução do mosquito-palha (flebotomíneo), que é o único e real da disseminação da doença, pois tanto o homem, como uma gana enorme de animais, todos são meros receptores, afastando assim do discurso do articulista, o falso problema e a falsa solução apregoada.

O articulista tambem levanta outra forma de preservação, com relação aos cuidados com o meio ambiente que visam diminuir a reprodução do mosquito-palha (flebotomíneo). Ele nos adverte que:

1º- O transmissor da leishmaniose (o mosquito-palha), se reproduz em material orgânico, portanto, recomenda-se que a população limpe os quintais, diariamente, e não acumule entulhos, madeiras, folhas e dejetos.

2º- Recomenda que também é importante que governo e população devem ser parceiros para manter as cidades limpas e acondicionar lixos em locais apropriados;

3º- Que em relação aos cães, o primeiro passo para a prevenção deve ser a vacina, não esquecendo que a coleira antiparasitária também é necessária e deve ser trocada de acordo com a periodicidade indicada pelo fabricante.

4º- Que em locais com muitos mosquitos, orienta-se que os animais sejam colocados para dentro de casa no final da tarde, permanecendo por algumas horas da noite, período de maior atividade dos mosquitos palha.

5º- Que os animais também devem ser consultados por médicos veterinários, periodicamente, submetendo-os a exames, já que os sintomas da leishmaniose podem ser diferentes ou por vezes nem se apresentaem nos animais.

6º- Que o ser humano deve, principalmente, evitar que os cães sejam contaminados para não haver a transmissão da doença. Em locais com muitos mosquitos, recomenda-se repelentes cutâneos.

Ao final, devemos nos lembrar que o Brasil é o único país que usa este método arcaico de combate ao calazar, e sabemos que esse método utilizado é considerado ineficaz pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que entende que os animais não devem ser exterminados, mas sim tratados e, para surpresa nossa, com os mesmos medicamentos utilizados em humanos.

Portanto, a massiva exterminação de cachorros infectados por leishmaniose é medida drástica, usada somente em nosso país, e esclarecemos que o tratamento no Brasil não está proibido como quer fazer crer o CFMV, pois o que estava proibido, segundo a Portaria Interministerial, era o tratamento da leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

Porém, Portaria não tem força de lei e não existe nenhuma Lei Federal proibindo esse tratamento, e além do mais existe uma ação, por nós intentada, que visa tornar definitiva a suspensão dos efeitos da liminar que reconheceu a ilegalidade dessa Portaria.

Posto isto, nesse ponto e em contrapontos, externamos a nossa opinião sobre a Nota de Esclarecimento do CFMV.

Wagner Leão do Carmo

Advogado voluntário

Maria Lúcia Metello - ONG Abrigo dos bichos - Campo Grande MS - diz : -

Em curtas palavras, o advogado quer dizer que a derrubada da Portaria, que foi considerada ilegal pelo STF e que liberou o tratamento, continua valendo para nós. E isso se deve ao fato do nosso recurso ter suspendido a decisão do TRF3 que havia voltado a reconhecer a legalidade da mesma.

Para custear custas e despesas, consegui alguns patrocínios que foram depositados na conta bancária do Abrigo dos Bichos. Mas, vamos precisar da colaboração de mais protetores, ongs e empresas.

Contato - mlmetello@gmail.com