sábado, 6 de agosto de 2011

Leishmaniose - Cuidado com o resultado dos exames - Calazar

tratamento da leishmaniose - antes e depois
Todos os métodos de exame para saber se o animal está com calazar, sem exceção, são falhos. Tudo pode interferir no resultado. Se o animal estiver com anemia o exame poderá dar positivo mesmo o animal não estando com calazar. Se o animal estiver com um simples verme também poderá interferir no exame dando positivo mesmo o animal não estando com calazar, e assim qualquer doença, qualquer mazela pode interferir no resultado. E muitas vezes o animal não tem doença nenhuma e o resultado do exame dá errado. 

Sempre converso com veterinários sobre o assunto e eles afirmam que muitos cães são sacrificados como se estivessem com calazar sem estar, porque o exame é extremamente falho. Repito, todos os métodos são falhos. O que menos falha é um método realizado em Belo Horizonte, assim mesmo, também falha nos resultados. Foi dito por veterinários que o método utilizado aqui no Brasil para fazer teste em cães, é condenado pelo OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela Europa. Deveria ser proibido, mas não é (isto é Brasil). Portanto, quem quiser fazer teste de calazar, leve ao veterinário de confiança para que o material seja levado para Belo Horizonte, se der positivo deve ser feita a contra prova. Se continuar dando positivo, trate o cão. Todos os seres vivos que contraem a doença são reservatórios, inclusive o ser humano, e isso foi dito por um veterinário numa palestra realizada em Belo Horizonte, aberta ao público. 

O Animal tratado com o princípio ativo alopurinol se recupera, mas dizem que continua sendo reservatório. A questão é: quem trata o cão, este deverá ficar tomando o medicamento por toda vida, e enquanto estiver sendo medicado ele não está sendo reservatório porque tem a ação do medicamento, por isso é indicado que o cão deve ser medicado por toda vida. Já em humanos é diferente: a pessoa é medicada, fica "boa" e depois encerra a medicação, então essa pessoa é reservatório porque não permanece sob a ação de medicamento nenhum. Por isso, não adianta matar os cães, o ideal é tratar, porque se o cão é sacrificado, o mosquito infectado continua vivo e já estando infectado não precisará picar um cão doente, basta picar a pessoa ou animal sadio para transmitir a doença. 

Matar o cão pra quê? Se já têm os mosquitos infectados e tem outros reservatórios, como pessoas que já tiveram a doença e os roedores dentre outros? O ideal é manter cidade limpa, residências limpas, e combater o mosquito. Já está mais que provado que matar cães não adianta, desde sempre usam este método e a doença continua se alastrando cada vez mais. Na Europa ninguém mata cães com calazar, eles são tratados. O Brasil é o único país que usa este método arcaico de combate ao calazar. O método utilizado pelo Brasil para combater o calazar é considerado ineficaz pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Considero frieza, traição e covardia de quem entrega o cão para ser sacrificado pelo CCZ. Isso causa mais sofrimento no animal, que será levado por pessoas estranhas, ao local estranho, para ser morto longe dos seus donos. Se alguém decidir sacrificar o cão, deverá ao menos fazer o sacrifico de ter a última despesa com o bichinho, chamar o veterinário em casa, para que ele seja anestesiado antes da injeção letal e que possa ao menos morrer em casa, para que isso evite mais angústia e sofrimento ao animal quando levado pelo CCZ (na carrocinha).

Sou contra o sacrifício. Dizem que em cães não há cura? Por que? Porque ficam sendo reservatórios após tratamento? É só medicá-los por toda vida. E as pessoas? Ficam curadas? Já sabemos que não, apenas desaparecem os sintomas após tratamento. Mas, estas também ficam sendo reservatórios, pois não ficam tomando medicação por toda vida. Conheço um homem que teve calazar, faz uns dez anos, foi tratado, ficou “bom”, após o tratamento encerrou a medicação. Hoje, ele é reservatório sim, ele e qualquer outra pessoa que teve a doença, pois não estão mais sob o efeito de nenhum medicamento. Já os cães tratados, são medicados por toda vida, então permanecem sob o efeito do medicamento e por isso não ficam sendo reservatório. Portanto, não adianta matar os cães.

É importante esclarecer, que nem toda unha grande é leishmaniose, pois animais idosos e cães que ficam muito tempo deitados podem ter unhas grandes.

Nem todo problema de pele é leishmaniose, por isso é importante sempre levar ao veterinário e fazer exames clínicos e laboratoriais, por que a leishmaniose se confunde com outras doenças. Existem muitos problemas de pele, como alergias e câncer dentre outros, e isso não tem nada a ver com calazar.

Os exames feitos pelo governo para inquérito canino podem dar cruzamento de informações com outras doenças e um cão com erlichia, babesia, verminoses ou até mesmo baixa imunidade, pode dar positivo, são os chamados falso-positivos e por isso que muitas entidades e veterinários tem questionado os exames. O problema não é o laboratório, mas o material que são feitos os testes sorológicos.

Também é importante observar, que o tratamento não está proibido, o que está proibido segundo a Portaria Interministerial, transcrevo aqui: "que proíbe o tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento."

O Dr. André Luis Soares da Fonseca, no mandado de segurança que impetrou para poder tratar cães com leishmaniose, em seu despacho o juiz disse que o tratamento não está proibido. O que está proibido é o tratamento com medicação humana.

Mas o melhor caminho ainda é prevenção!

Para prevenir, quando vejo que é época de mosquito, aplico spray de citronela no meu cachorro, coloco nas paredes também para que os mosquitos não se aproximem. Já coloquei a coleira Scalibor , mas tive que tirar porque ele não se deu bem com a coleira, então aplico a citronela.

Sobre o argumento de veterinários contra o tratamento em cães com calazar, não dá para aceitar. Os cães não são os únicos reservatórios. Se combatessem o mosquito, não haveria esta polêmica com relação ao tratamento e as pessoas poderiam tratar os animais. Esta é a questão, é a luta pelo combate certo, a erradicação do mosquito. Infelizmente, as autoridades nunca procuraram combater o mosquito flebótomo. O Governo e a Imprensa usam como símbolo da doença a foto de um cão, ao invés da foto do mosquito transmissor. 

Muita gente pensa que o transmissor é o cão. Sem o mosquito não teria como ser transmitida a doença do calazar. Quando aconteceu um caso de morte por calazar na periferia desta cidade, em 2008, o que as pessoas deste bairro fizeram? Mataram seus cães sem nem fazer exame, por medo de contrair a doença. Pensam que não tendo cães em casa não correm risco. Pelo contrário, o risco é maior, não tendo o cachorro para picar o mosquito irá picar as pessoas. Essas pessoas nem sequer recebem orientação correta por parte do governo, e por pensar que o cão é transmissor da doença, mataram indiscriminadamente seus animais.
Clara de Abreu Magalhães  - Fortaleza/Ceará





CALAZAR - LEISHMANIOSE - Tópicos Importantes

1) O único meio de transmissão da leishmaniose (calazar) é através da picada do mosquito. Sem o mosquito, mesmo todos os cães estando com calazar, não há como a doença ser transmitida

2) A própria OMS recomenda que cães com calazar sejam tratados, e com os mesmos medicamentos utilizados em humanos.

Mas além dos medicamentos utilizados em humanos, existem vários medicamentos veterinários para o tratamento em cães com calazar.

3) O CCZ só poderá levar o animal doente e sacrificá-lo só única e exclusivamente com a autorização do dono do animal e de mais ninguém.

As pessoas não sabem que o CCZ só pode levar o cão e sacrificar com a autorização do dono, e muitas vezes entregam o bichinho,mesmo chorando, pensando que é obrigado, além de não exigir um novo exame como contra prova.

4) Quando o animal é submetido a teste para saber se estar com calazar e der positivo, é extremamente importante e indispensável fazer um segundo exame como contraprova. Além disso, se for confirmado no segundo teste que o cão está com calazar e pessoa optar pela eutanásia do animal, esta deve ser orientada de que a eutanásia deve ser feita em casa por veterinário, pois os animais são seres vivos e têm sentimentos. Entregar o animal para o CCZ e o bichinho ser levado por pessoas estranhas, para um local estranho, longe de casa e do seu dono para ser morto, acarretará em muita angústia, medo e sofrimento para o animal e isto deve e tem que ser evitado.

5) O único meio eficaz de deter o alastramento da leishmaniose no País é combater o mosquito, sem ele não há como transmitir a doença. O cão é tão vítima quanto as pessoas, e não é o único reservatório, existem outros animais que também são reservatórios, inclusive o ser humano.

6) Conversando com um veterinário, ele apesar de ser contra o tratamento e a favor do sacrifício, afirmou que na maioria das vezes os resultados dão errados, e que muitas vezes o animal não está com calazar e mesmo assim dá positivo. Sendo assim, muitos animais são sacrificados sem estar com calazar.
Outra pergunta que fiz a ele: Se uma pessoa estiver com calazar e for picada pelo mosquito novamente, esse mesmo mosquito picar uma pessoa sadia, a pessoa pega calazar também? Ele disse que sim.

7) Um trecho da palestra do veterinário em Belo Horizonte:

O mosquito "saudável" pica um animal doente e aí ele fica contaminado e depois pica um homem e assim transmite a doença... e óbvio que pode ser o contrário... O mosquito "saudável" pica um homem doente e depois pica um animal e assim transmite a doença...TODOS NÓS, ANIMAIS RACIONAIS E IRRACIONAIS SOMOS RESERVATÓRIOS E O MOSQUITO O VETOR
O que diz a Organização Mundial da Saúde (OMS)

8) Eutanásia para o cachorro é um tema muito polêmico, há muitos pontos de vista opostos. A massiva destruição de cachorros infectados por leishmaniose é uma medida de controle drástica, usada somente no Braisl.

9) A OMS (Organização Mundial de Saúde) tende a desencorajar a matança indiscriminada de animais reservatórios de zoonoses. Isto é especialmente verdade nos casos das doenças zoonoses com muita influência para a saúde pública, envolvendo o cachorro como principal reservatório, como é no caso da leishmaniose canina, da raiva, e da equinococose cística. A OMS tem colaborado com WSPA (Sociedade Mundial para a Proteção de Animais) e desenvolvido junto linhas de orientação para o procedimento com a população canina em relação ao controle das zoonoses (OMS documento WHO/ZOON/90.16). Porém, a decisão final fica para as autoridades nacionais ou locais, enfrentando e priorizando o problema humano da leishmaniose visceral. Grandes esforços tem sido feitos para desenvolver vacinas eficientes contra a leishmaniose canina, e um candidato já foi registrado no Brasil que pode afastar a medida dramática de matar os cães infectados.

10 - A própria OMS recomenda que cães com calazar sejam tratados, e com os mesmos medicamentos utilizados em humanos.

Mas além dos medicamentos utilizados em humanos, existem vários medicamentos veterinários para o tratamento em cães com calazar.

(Obs.: o tratamento no Brasil não está proibido, o que está proibido segundo a Portaria Interministerial, é o tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Porém, portaria não tem força de lei, e não existe nenhuma Lei Federal proibindo o tratamento).
Clara de Abreu Magalhães - Fortaleza/Ceará

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URGENTE - MOBILIZAÇÃO CONTRA EXTERMÍNIO DE CÃES COM LEISHMANIOSE

A Leishmaniose é uma doença séria e negligenciada pelas autoridades de saúde do Brasil, cujas políticas públicas de extermínio de cães adotadas para o seu controle são antigas e ultrapassadas, além de antiéticas e ineficazes. Os cães vem pagando há anos com a vida, sem que isso tenha resultado positivo no controle dessa zoonose, até porque, gatos, cavalos, galinhas, porcos, ratos e outros animais, também são reservatórios da doença.

O deputado federal Geraldo Resende propôs um Projeto de Lei (PL 1738/2011), que normatiza campanhas de esclarecimento, prevenção e vacinação gratuita contra leishmaniose, bem como o direito de tratar os animais. Este PL está na Comissão de Seguridade Social e Família, cujo relator é o Deputado Federal Luiz Henrique Mandetta.

Precisamos de uma mobilização geral para “Informar” ao relator, e demais membros da Comissão, que a matança obrigatória de cães infectados no Brasil é ineficiente, sendo praticada apenas em nosso país, onerosa aos cofres públicos, e que mascara a propagação dessa zoonose.

Vamos encaminhar ao Deputado Luiz Henrique Mandetta, e aos demais membros da Comissão (endereços abaixo), nossa solicitação pela aprovação do PL 1738/2011 do Deputado Geraldo Resende, que trará um efetivo avanço no controle dessa doença e na qualidade de vida dos brasileiros. E também, que sejam realizadas Audiências Públicas, onde todas as partes interessadas sejam ouvidas, inclusive aquelas contrárias à política oficial de extermínio de animais. 

Quem tiver possibilidade, pode ligar para o gabinete do Relator:   -     Deputado Mandetta  -  fone: 61- 3215-5577 

Autor do PL 1738/2011   -   Deputado Geraldo Resende   -  fone: 61- 3215-8402 

E-mails:

Deputado Mandetta - dep.mandetta@camara.gov.br 

Deputado Geraldo Resende: dep.geraldoresende@camara.gov.br
 


Campanha nacional permanente - “Fecha canil do CCZ - Tortura nunca mais” Eu aderi. (cole o slogan/link no email, blog, seja criativo)

46 comentários:

Anônimo disse...

+ UMA VEZ O ABSURDO,A DESMORALIZAÇÃO ,A VERGONHA...ATÉ QUANDO?...SIMONE TRISCH

Anônimo disse...

oi boa tare, gostaria de saber se tem algum lugar em tatui q funcione em sabado e domingo, onde recolham anomais com maus tratos? encontrei dois filhotes maltratados, doentes e com mto carrapados numa caçamba de lixo na esquina da minha casa, nao tenho condiçoes de ficar com eles, me ajude por favor, a zoonose esta fechada hj... estao na Rua Santa Cruz ao lado da Madeireira Central

José Franson disse...

Olá, por favor envia seu email para fransonvegan@gmail.com - Não chame a Zoonoses, eles vão matar os caachorrinhos em dó nem piedade. Por favor, não chame a Zoonozes....

Por favor, resgate os filhotes e faça contato,envie-me seu endereço por email,levamos no veterinário e vamos procurar adoção, por favor não os abandone, não existe em Tatuí orgão que protega os animais, estamos lutando por isto, temos vários protetores independentes, todos lotados, são cerca de 3500 cães e gatos só em Tatuí, me envia o seu email, vamos tentar encontra quem possa adotar os filhotes. Grato.

Maria Inês de Toledo Gualberto disse...

Que Deus abençoe e sempre lhe dê condições de continuar nesse trabalho Divino junto aos nossos Anjinhos de Quatro Patas, pois assim como existem muitas "pessoas???", que têm a covardia de abandonar, maltratar seus animais, graças ao nosso Bom Deus, tbém existem pessoas de um coração enorme e bondoso, que protege e os ama, dedicando sua vida á esse ato maravilhoso. Tbém sou uma protetora e faço o que está ao meu alcance por eles, mas enqto houver esse tipo de "GENTE", que se acha no direito de maltratar, tirar a vida de seres tão indefesos, teremos que continuar nessa luta eterna de tentar conscientiza-los que TODOS TÊM O DIREITO Á VIDA E AO RESPEITO, independente de quem for, se seres humanos ou animais. Por isso, Sr. José, deixo aqui um gde. abraço ao sr. e á todas as pessoas que amam, cuidam e respeitam TODO E QUALQUER SER QUE EXISTE NESSE MUNDO, agradecendo á Deus por vcs. existirem e fazerem a diferença no meio de tanta crueldade, desumanidade e desamor... Parabéns, e que Deus os abençoe á todos...

Anônimo disse...

meu caso foi contatado que quatro animais meus estava com leishmaniose isso ocorreu pelo teste do ccz, eu procurei meu veterinário e fiz um outro teste que deu negativo, tb fiz o teste do ninfanodo e que deu negativo ai o chef do ccz fala que meus izames estao errados, como ele pode ter tanta certeza que os meus izames estao errados,pq nao pode ser o dele,pra ele nao vai estar perdendo nada ne, agora meus animais podem ser mortos de uma forma cruel,uma duvida? dizem que os animais apresentam alguns sintomas os meus animais nao,pelo contrario estao sadios estao engordando com um pelo maravilhozo ,meus animais sao tratados como pessoas e eu nao acho certo chegarem aqui e falarem q a minha unica opçao se meu animail extiver mesmo com a doença e matalo eu quero pelo menos ter o direito de cuidar do meu bixinho e ate o final vou lutar pela vida dele nao importa quantas barreiras vou ter que ultrapassar mais nao vou deixar a desejar a vida dos meus animais,queria poder fazer alguma coisa para conceentizar as pessoas pois muitos animais ja morreram com esse teste eficaz q o ccz faz!vamos juntos lutar pelos nossos direito e pelo direitos de nossos animais!

Anônimo disse...

O exame de calazar do meu cão deu positivo e estou realizando o tratamento e nem paraece que está com a doença. De minha casa a única pessoa que sabe sou eu, o tratamento está sendo realizado todo em segredo, pois tb não sei qual seria a reação da minha família.

Flayane disse...

Boa noite, por favor me ajude estou desesperada! Pois minha cachorra de 10 meses fez o exame de leishmaneose e deu positivo, mas tbm esta com anaplasma platys e gostaria de saber se essa doença pode alterar o resultado do exame e ela tbm ta com as plaquetas mto baixas de 16.000 , e quanto tempo apos o tratamento da doença do carrapato posso fazer com segurança o exame da leishmane novamente. Voce me indica algum veterinario em belo horizonte? Obrigada

José Franson disse...

Olá Flayane, por favor contate vivi.vieri@gmail.com , para obter endereços em BH. Grato, tudo de bom, boa sorte.

Caroline Colibaba disse...

Vivo em Campo Grande no estado do Mato Grosso do sul,aqui o ccz é o terror dos donos de animais, eles querem invadir a residencia e levar o animal por toda lei como se eles fossem a autoridade suprema, tenho 3 cachorras e amo elas como filhas, o teste feito pelo CCz deu positivo para uma delas, mas nunca confiei nesse exame feito por eles pelo falso positivo, fui informada por eles que teria ate 7 dias para fazer a contra prova do exame e para entregar o animal , falei caso realmente desse positivo iria fazer o tratamento, fui informada que existe uma lei na minha cidade que proibe o tratamento e obriga o cão a ser entregue para a eutanasia caso não entregasse seria multada em ate R$ 7.000,00, procurei 2 veterinarias e as duas me afirmaram que eu não sou obrigada a nada. Temos que nos mobilizar e combater essa matança indiscriminada que esta acontecendo em todo o Brasil"o único pais a favor dessa pratica cruel" Vamos dizer não a essa pratica!Quem tem que se concientizar são as pessoas para que não haja proliferação do mosquito, o cão é unico que não é culpado e o primeiro a pagar o pato com a propria vida.

Anônimo disse...

MORO EM TERESINA-PI. HÁ UMA CADELINHA DE UNS 9 MESES NA FRENTE DA MINHAC ASA, QUE FOI ABANDONADA. ULTIMAMENTE TEM SURGIDO NELA UMA FERIDAS NO FOXCINHO, PATAS E CAUDA. DEI ALGUNS BANHOS E PASSEI IODO, TENDO SARADO UM POUCO. PORÉM, DEPOIS QUE ELA VOLTA PARA A RUA, AS FERIDAS REAPARECEM. MINHA MULHE E FILHA ESTAM COM MEDO DELA E DIZEM SER "CALAZAR". PEDI PARA A ZOONOSES VIR FAZER UM EXAME DE SANGUE NELA. SERÁ QUE O SIMPLES CONTATO FISICO COM ELA - DANDO BANHO, POR EXEMPLO - PODE TRANSMITE ESSA OU OUTRO TIPO DE DOENÇA CANINA? FINEZA RESPONDER PARA O MEU E-MAIL: JJ-TERESINA@HOTMAIL.COM. DEUS ABENÇOE ESSE BELO TRABALHO EM FAVOR DOS ANIMAIS. GRATO - JOAQUIM

Anônimo disse...

Dificilmente ou raramente. Nem se ela estivesse com Calazar, cujo mosquito responsável é o palha, ele teria que picar vc, ou seja, a cadela e hospedeira mas não trasmitiria para vc. Somente se no mesmo ambiente que vc o reside o mesmo mosquito que picou a cadela picasse vc. Nos humanos o sistema imunologico é mais forte do que nos animais, e vc pode por caridade cuidar sim, dando banho, remédios sem medo e Deus ajuda aqueles que zelam com carinho pelas criaturas.

Anônimo disse...

Então no caso apenas o mosquito-palha, como é conhecido, pode transmitir a doença? Meu cachorro tem 1 ano e 7 meses suspeito que esteja com calaza, no entanto todos da minha casa estão procupados, achando que o estado que ele está é por falta de cuidados, seria? Há 2 meses atrás ele estava com a doença do carrapato, já que a imunidade dele estava baixa a manifestação da leishmaneose tornou-se mais eficáz ... Quero muito que ele se recupere!!! O calazar também causa problemas de dores de ouvido?! Por favor, ajudem-me! Pois moro no Rio Grande do Norte - Natal e aqui muitos veterinários são afavor do sacrificio e eu não estou afim de perde meu amigão. Se alguém puder me ajudar com mais informações sobre cuidados responda-me para o seguinte e-mail: cslouzinha@gmail.com

Grata,

Carol.

Anônimo disse...

pessoal por favor preciso de ajuda para cuidar da minha cachorra poodle, ela apresenta um caroço muito grande no pescoço e devido a isso ela esta andando de lado, também um dos olhos esta esbranquiçado e sai muita secreção, eu estou sem condições financeiras pra condultar um veterinário, algém pode me ajudar indicando um lugar que cuida de cães gratuitamente pois eu estou sofrendo muito em vê-la nesse estado, e apesar de tudo isso, ela não se entrega, vejo que ela tem muita vontade de viver, me ajudem!!!!! segue meu e-mail para me postarem algumas soluções. sjefersonsilveira_05@hotmail.com

Anônimo disse...

ANONIMO
EU TENHO CACHORRINHO MALTES ELE 7 ANOS E 6 MES EU FIZ O EXAME E DEU QUE TA COM CALAZAR O QUE FAÇO , TO SOFRENDO MUITO ELE É COM UM FILHO, MAIS NAO APRESENTA NENHUM SITOMAS TEM BOM APETITE E GORDO E BRICALHAO AS VEZES NAO CREDITO QUE ELE TA COM ESSA DOENÇA.O QUE DEVO FAZER.
FORTALEZA-CE

patrícia disse...

FIZ O EXAME EM LEX E DEU POSITIVO,DESDE ENTÃO NÃO SEI O QUE FAZER.EU PEDI A VETERINÁRIA PARA PASSAR ALGUNS REMÉDIOS.PESSOAS ME DISSEM QUE ELE SEMPRE VAI FICAR DOENTE,QUE NÃO VAI ADIANTAR E AINDA É PERIGOSO PARA TODOS.EU NÃO SABIA MAIS O QUE FAZER.GRAÇAS A SUA POSTAGEM EU TENHO UMA DIREÇÃO.EU NÃO VOU SACRIFICAR MEU CACHORRO.OBRIGADA

José Franson disse...

Seu comentário amiga Patrícia, vale toda nossa luta pelo fim dos cruéis e bárbaros assassinatos dos cães com Leishmaniose - Calazar... Obrigado por publicar...

Anônimo disse...

por favor me dê uma luz , tenho tres cachorros e foi feito o teste do calazar nos tres , e em uma cadelinha deu positivo... mas eu ñ quero entregar ela pra sacrificio , ñ tenho coragem, quero fazer um novo exame mas ñ sei aonde me dirigir preciso que me ajude !!!moro em fortaleza e os testes foram feitos pelo ccz, e desejo repetir em uma clinica particularmas ñ sei quanto custa . obg

Vivi disse...

O que você deve em primeiro lugar fazer é usar um repelente em seus cães para protegê-los e cuidar do ambiente de sua casa e não tenha medo de fazer um novo exame. É melhor você ter certeza se ele está ou não doente e já iniciar o tratamento do que deixar do jeito que está e quando resolver tratar poderá ser tarde e seu animal acabará não resistindo.
Você não é obrigada a entregar seu cão, assine o termo de responsabilidade(leia bem antes).
Em Fortaleza tem muitos veterinários que tratam e existem tratamentos para todos os bolsos.
Quero aproveitar e parabenizar o Franson pelo excelente trabalho que faz.
Se precisar de alguma coisa, meu e-mail é vivi.vieri@gmail.com
abs
Vivi

luiza luara disse...

meu cachorro estava com muitos vermes e já teve doença do carrapato,pois ele erra abandonado.........
vieram aqui em casa e fizeram o exame da leish. deu positivo
ele não apresenta nenhum sintoma desta doença
pedi a veterinaria dele fazer outro exame para ter certeza.
devido as outras doenças pode ter prejudicado o resultado do soro positivo??
me ajudem por favor

Luiz Adriano Santana de Jesus Santana disse...

Olá Dr. José Franson.
Eu tenho uma cachorra chamada KIKA, e no dia 11 de Setembro o pessoal do CCZ veio recolhe-lá dizendo que o resultado do exame de Leishmaniose deu positivo e que eu teria que entregar a minha cachorra a todo custo, mas não entreguei. Minha vizinha pediu que eu entregasse pois disseram a ela que a doença é transmitida pelo ar, que todos corriam risco, inclusive seus cachorros também. A minha pergunta é: Kika está no cio e o cachorro da minha vizinha lambeu o xixi dela (KIKA). Se ela tiver realmente Leishmaniose, o cachorro pode se contaminar também.
Obrigado pela atenção.
Luiz Adriano
Aracaju/SE.

José Franson disse...

Olá Luiz,


1) O único meio de transmissão da leishmaniose (calazar) é através da picada do mosquito. Sem o mosquito, mesmo todos os cães estando com calazar, não há como a doença ser transmitida

Filipe Negreiros disse...

Uma pequena falha lógica no seu texto,mas que é suficiente para justificar o sacrifício dos caninos:
O mosquito (a fêmea ) se alimenta de sangue,não sei se vc reparou,mas cachorros atraem 20x mais mosquitos do que seres humanos(visite uma favela e preste atenção em um cão,lá voce achará vários).É provado que erradicar os cães diminuem a população do mosquito em mais de 80%(menos fêmeas do mosquito = menos mosquitos).

José Franson disse...

Olá Filipe Negreiros... sem fazer fazer análise técnica de seu argumento, coloco uma questão ética... parece-me simplismo defender os assassinatos, posição nazista por excelência...

Pedro Luis, Fortaleza, CE disse...

Ola. fui mordido por um cachorro tentando salvar um gato. A dona do cachorro me disse que ele está com suspeita do calazar, o teste rápido deu positivo. Pelo que eu entendi, mesmo sendo mordido pelo cachorro contendo a doença eu näo a contai, ou tem alguma %.
Pedro Luis

Vivi Vieri disse...

Mais uma vitória para a Causa Animal Brasileira!!!

Após êxito em janeiro/2013 da Ação Cautelar ingressada em 2008 para derrubada da Portaria 1.426/08, que impedia o tratamento de animais vítimas de leishmaniose com produtos de uso humano ou não registrados no MAPA, eis que segue agora deferimento de tutela antecipada da ação principal (em anexo).

Nossos agradecimentos ao Judiciário brasileiro que está reconhecendo a ineficácia da matança cruel e desnecessária e, em especial, ao advogado Dr. Wagner Leão do Carmo, que está defendendo a vida animal.

Maria Lúcia Metello

Vivi Vieri disse...

CAROS AMIGOS,
PARA ENTENDER SOBRE LEISHMANIOSE E SEUS RISCOS, COMPARE COM A DENGUE.

AMBAS SÃO DOENÇAS VETORIAIS, TRANSMITIDAS POR UM VETOR.

NA DENGUE QUEM TRANSMITE É O AEDES QUE PICOU UM HUMANO INFECTADO QUE AO PICAR OUTRO HUMANO VAI TRANSMITIR A DOENÇA. .

NA LEISHMANIOSE, QUEM TRANSMITE É UM INSETO CHAMADO FLEBOTOMÍNEO QUE PICOU UM MAMÍFERO INFECTADO QUE AO PICAR OUTROS MAMÍFEROS IRÁ TRANSMITIR A DOENÇA.

AS PESSOAS PODEM BEIJAR, ABRAÇAR, DORMIR UM CÃO COM LEISHMANIOSE QUE NÃO FICARÃO DOENTES.

SOMENTE TEREMOS DENGUE OU LEISHMANIOSE SE FORMOS PICADOS.

TANTO O CÃO COMO O SER HUMANO, AO SEREM TRATADOS TÊM A CURA CLÍNICA E DEIXAM DE SER TRANSMISSORES, SERÃO SOMENTE PORTADORES DA DOENÇA. COMO CHAGAS, A PESSOA NÃO FICA CURADA E TRATA PELO RESTO DA VIDA.

COM O TRATAMENTO REDUZ-SE A CARGA DE PROTOZOÁRIOS NO SER HUMANO E NOS ANIMAIS( CÃES E GATOS) E ASSIM NÃO COLOCA EM RISCO A VIDA HUMANA.

IMPORTANTE PREVENIR, POIS PREVENINDO EVITAMOS A DOENÇA.

LEMBREM-SE LEISHMANIOSE E DENGUE SÃO DOENÇAS VETORIAIS, TRANSMITIDAS POR UM VETOR. NA DENGUE COMBATE-SE O AEDES, NA LEISHMANIOSE COMBATE-SE O FLEBOTOMÍNEO.

POR SER UMA DOENÇA DE MAMÍFEROS, ONDE TODOS FAZEM PARTE DA CADEIA DE TRANSMISSÃO,MATAR CÃES PARA O CONTROLE DA LEISHMANIOSE NÃO EVITARÁ A DOENÇA EM HUMANOS, O QUE SE TEM QUE FAZER É O CONTROLE DO VETOR,FAZER PREVENÇÃO QUE TAMBÉM NÃO É FÁCIL,MAS É MAIS ÉTICO E EFICAZ.

O BRASIL VENDE ESTA HISTÓRIA DE COLOCAR A CULPA NO CÃO HÁ 50 ANOS, NÃO FAZ PREVENÇÃO E O QUE VEMOS É A DOENÇA EM FRANCA EXPANSÃO.

SOMOS OS ÚNICOS PAÍSES NO MUNDO QUE FAZ DA EUTANÁSIA OBRIGATÓRIA UMA FORMA DE CONTROLE DA DOENÇA. ISSO É UMA VERGONHA, POIS O QUE OCORRE É UM CANICÍDIO!

ABAIXO UMA EXCELENTE NOTÍCIA!!!

QUALQUER DÚVIDA, PODEM ME ESCREVER, vivi.vieri@gmail.com QUE TENHO DIVERSOS ARTIGOS SOBRE LEISHMANIOSE.
ABS
VIVI VIERI

Mais uma vitória para a Causa Animal Brasileira!!!

Após êxito em janeiro/2013 da Ação Cautelar ingressada em 2008 para derrubada da Portaria 1.426/08, que impedia o tratamento de animais vítimas de leishmaniose com produtos de uso humano ou não registrados no MAPA, eis que segue agora deferimento de tutela antecipada da ação principal (em anexo).

Nossos agradecimentos ao Judiciário brasileiro que está reconhecendo a ineficácia da matança cruel e desnecessária e, em especial, ao advogado Dr. Wagner Leão do Carmo, que está defendendo a vida animal.

Maria Lúcia Metello

Vivi Vieri disse...

EXISTEM TRABALHOS QUE MOSTRAM QUE OS FLEBOTOMÍNEOS PREFERIRAM OS SANGUES DE HUMANOS QUE OS DOS CÃES.

O QUE O INSETO QUER É SE ALIMENTAR, NÃO IMPORTA O QUE ESTÁ NA FRENTE, HUMANOS OU ANIMAIS.

NESTES TRABALHOS OS CÃES VIERAM BEM DEPOIS QUE OS HUMANOS.

O QUE OCORRE É QUE OS HUMANOS TEM MAIS RESISTÊNCIA QUE OS CÃES, MAS EXISTEM ALGUMAS RAÇAS QUE ESTÃO SENDO ESTUDADAS, QUE NÃO DESENVOLVEM A LEISHMANIOSE.
SÃO ELES OS IBIZAN HOUND, FARAÓ E EGIPÍCIO HOUND E MAI UMA QUE NÃO LEMBRO.

ENTÃO OS TRABALHOS CIENTÍFICOS E A PRÓPRIA OMS RECOMENDAM COMO CONTROLE DE ZOONOSES, O CONTROLE DE NATALIDADE DE CÃES E GATOS E NÃO EUTANÁSIAS, POIS NOS PAÍSES EM QUE FORAM FEITAS, PROVOU-SE A SUA INEFICÁCIA.
ABS
VIVI

Karine fonseca veloso silva disse...

oi tenho 2 cãozinho de porte pequeno e um deles estão com os sintomas da leishmaniose ,pois muitas feridas pelo corpo nas pontas das orelhas ta muito feio ,o nariz ta muito machucado area dos olhos,ate no genital ta machucado e muito ,nao sei que fazer to sem condiçoes de leva~lo num veterinario ,o que devo fazer medicamento pra dar a ele ,se eu chamar a zoonose vao sacrificar sera que e o mais apropriado ,me ajudem por favor.,,meu email e karinefvs.@gmail.com

Amanda Emidia Oliveira disse...

Atençao pra os resultados de Calazar.
Pode ser um FALSO positivo

Patrícia Santos disse...

Boa noite, no dia 06 de janeiro a equipe de Zoonoses veio até a minha residência pra coletar o sangue da minha cachorra de cinco anos para detecção de Leishmaniose Visceral, porém ao "tentar" fazer a coleta os funcionários de uma enorme falta de habilidade, furaram ela várias vezes e não conseguiam encontrar a veia da pobre cachorra, então quando viram que começou a escorrer o sangue coletaram o sangue que estava depositado no pêlo da cachorra, ocorrido esse fato no exame sorólogico pode dar falso-positivo ? pois chegou um comunicado relatando animal possitivo, mas aparentemente ela está saúdavel. Pelo amor de Deus me responda, pois estão querendo leva-lá pra sacrificar.

VIVI VIERI disse...

ESTÁ SUSPENSA A EUTANÁSIA DE CÃES COM LEISHMANIOSE NO bRASIL. lEIAM ABAIXO
Como se trata de uma correspondência geral, passo a responder a indagações, de forma geral e ampla. Ou seja, esclarecemos que propusemos, em 18 de setembro de 2008, contra a Portaria Interministerial n. 1.426, de 11 de julho de 2008, expedida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Ministério da Saúde.

Obtivemos o provimento do recurso de Apelação no Colendo Tribunal Federal de Recursos da 3ª. Região, o qual considerou ilegal a Portaria em foco e, consequentemente, retirou-a do mundo jurídico desde então.

A União ingressou com três recursos, sendo: Embargos Infringentes e dois Pedidos de Suspensão de Liminar, um para o Superior Tribunal de Justiça (indeferido), e outro para o Supremo, igualmente indeferido, o qual, nos fundamentos de seu indeferimento reforça a tese de que o sacrifício dos cães constitui uma pratica cruel, que a politica pública deve ser revista com o apoio de cientistas e de médicos veterinários.

Diz mais, que a Portaria afronta ao comando constitucional ( art. 225 da CF).
Após a decisão da Cautelar, que tinha natureza Preparatória, ingressamos com nova ação, a qual igualmente recebeu liminar suspendendo a eficácia da Portaria Interministerial. Nesse novo processo, houve oposição de Recurso de Agravo de Instrumento onde o Juiz Convocado Leonel Ferreira, entendeu, de forma exótica e atécnica, pelo restauro da eficácia da Portaria. Porém, esta decisão não pode ser aplicada , uma vez suspensa em razão da oposição de Recuso de Embargos de Declaração com efeitos Infringentes.

Logo, a Portaria está com sua eficácia suspensa.

Por estar suspensa e em razão da maior Corte de Justiça do Brasil, de diretriz constitucional, ter referendado a decisão da Ação Cautelar que suspendeu a portaria em questão, os veterinários estão aparelhados a ministrar tratamento nos cães infectados.

Sem mais, informo que estão sendo sacrificados 6.000.000 (seis milhões) de cães por ano, no solo Brasileiro, o que é um crime contra a humanidade.
Em anexo a decisão do Ministro Joaquim Barbosa presidente do Supremo.

Dr. Wagner Leão

Anônimo disse...

Olá! sou de Bela Cruz CE e estou revoltado com o poder público de minha cidade que permitem a eutanásia canina, onde centenas de cães são assassinados sem clemência, onde os verdadeiros vilões os mosquitos estão a solta! Os locais onde são borrifados são somente onde tem casos humanos.

Vivi Vieri disse...

Como se trata de uma correspondência geral, passo a responder a indagações, de forma geral e ampla. Ou seja, esclarecemos que propusemos, em 18 de setembro de 2008, contra a Portaria Interministerial n. 1.426, de 11 de julho de 2008, expedida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Ministério da Saúde.

Obtivemos o provimento do recurso de Apelação no Colendo Tribunal Federal de Recursos da 3ª. Região, o qual considerou ilegal a Portaria em foco e, consequentemente, retirou-a do mundo jurídico desde então.

A União ingressou com três recursos, sendo: Embargos Infringentes e dois Pedidos de Suspensão de Liminar, um para o Superior Tribunal de Justiça (indeferido), e outro para o Supremo, igualmente indeferido, o qual, nos fundamentos de seu indeferimento reforça a tese de que o sacrifício dos cães constitui uma pratica cruel, que a politica pública deve ser revista com o apoio de cientistas e de médicos veterinários.

Diz mais, que a Portaria afronta ao comando constitucional ( art. 225 da CF).
Após a decisão da Cautelar, que tinha natureza Preparatória, ingressamos com nova ação, a qual igualmente recebeu liminar suspendendo a eficácia da Portaria Interministerial. Nesse novo processo, houve oposição de Recurso de Agravo de Instrumento onde o Juiz Convocado Leonel Ferreira, entendeu, de forma exótica e atécnica, pelo restauro da eficácia da Portaria. Porém, esta decisão não pode ser aplicada , uma vez suspensa em razão da oposição de Recuso de Embargos de Declaração com efeitos Infringentes.

Logo, a Portaria está com sua eficácia suspensa.

Por estar suspensa e em razão da maior Corte de Justiça do Brasil, de diretriz constitucional, ter referendado a decisão da Ação Cautelar que suspendeu a portaria em questão, os veterinários estão aparelhados a ministrar tratamento nos cães infectados.

Sem mais, informo que estão sendo sacrificados 6.000.000 (seis milhões) de cães por ano, no solo Brasileiro, o que é um crime contra a humanidade.
Em anexo a decisão do Ministro Joaquim Barbosa presidente do Supremo.

Dr. Wagner Leão

Vivi Vieri disse...

AMIGOS, IMPRIMAM E ENTREGUEM PARA A ZOONOSES E PROMOTORES E JUÍZES DE SUAS CIDADES O DOCUMENTO ABAIXO.

VOU POSTAR EM MAIS PARTES, POR QUE É LONGA.
INFORMEM AO JUDICIÁRIO SOBRE ESSA LIMINAR QUE PERMITE O TRATAMENTO DE CÃES COM LEISHMANIOSE ATUALMENTE NO BRASIL.

Vivi Vieri disse...

SUSPENSÃO DE LIMINAR 677 SÃO PAULO
REGISTRADO :MINIST RO PRESIDENTE
REQTE.(S) :UNIÃO
ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
REQDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO
ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) :SOCIEDADE DE PROTEÇÃO E BEM ESTAR ANIMAL
- ABRIGO DOS BICHOS
ADV.(A/S) :WAGNER LEÃO DO CARMO
DECISÃO: Trata-se de pedido de suspensão de liminar formulado pela União contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região no julgamento da apelação 0012031-94.2008.4.03.6000.Ao prover o recurso, o acórdão impugnado julgou procedente ação cautelar proposta pela Associação de Proteção e Bem Estar Animal Abrigo dos Bichos.O julgamento resultou no acolhimento da pretensão formulada pela autora da demanda, sediada em Campo Grande-MS, no sentido de afastar a aplicação da Portaria Interministerial 1.426, aprovada em 11 de
julho de 2008 pelos Ministros da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.O regulamento cuja aplicação foi afastada proíbe o tratamento da leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
No caso de descumprimento da proibição de tratamento, a Portaria Interministerial 1.426/2008 prevê punições de caráter ético-profissional aplicáveis a médicos veterinários. Prevê, também, sanções de caráter administrativo, com remissões às normas federais que tratam das infrações à legislação sanitária federal e da fiscalização de produtos de uso veterinário.Ainda segundo a Por taria Interministerial 1.426/2008, a recomendação de tratamento da leishmaniose visceral canina com medicamentos destinados a uso humano enseja aplicação da sanção prevista no art. 268 do Código Penal, que trata do crime de infração de medida sanitária preventiva.
O presente pedido de suspensão de liminar foi originariamente proposto perante a presidência do Superior Tribunal de Justiça.O feito foi remetido a este Supremo Tribunal Federal em decisão proferida em 11 de março de 2013 pelo min. Felix Fischer. Naquela oportunidade, o presidente daquela corte superior concluiu pela presença de matéria constitucional, à luz do art. 25 da Lei 8.038/1990.Na petição inicial deste pedido de suspensão, a União lembra a existência de decisão anterior, proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, na qual foi deferido o pedido de suspensão de liminar e sentença (SLS 1.289-AgR, rel. min. Ari Pargendler, DJe 19.11.2010).Naquela ocasião, o Superior Tribunal de Justiça suspendeu acórdão anterior do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que exigia o consentimento do proprietário do animal para a realização da eutanásia do cão soropositivo para leishmaniose visceral.O acórdão que veio a ser suspenso naquele julgamento fora proferido em agravo de instrumento em ação civil pública ajuizada pela Associação de Proteção e Bem Estar Animal Abrigo dos Bichos, isto é, a organização não governamental proponente da ação cautelar ora em discussão.
De acordo com a União, é evidente a possibilidade de extensão da conclusão alcançada na SLS 1.289-AgR ao presente pedido de suspensão. Segundo a requerente, a razão para que tenha deixado de pleitear a extensão naqueles autos de suspensão de liminar consiste no trânsito em julgado do acórdão lá proferido, circunstância judicial que desautoriza o pleito extensivo, na linha da jurisprudência sobre o assunto.Quanto à presença dos requisitos para a suspensão pleiteada, a União sustenta que o cumprimento do acórdão impugnado representa grave lesão à saúde pública. Os estudos científicos que embasam o pedido da União atribuem ao cão papel crucial na transmissão da leishmaniose visceral, doença que é considerada grave em humanos. O cão

Vivi Vieri disse...

O cão funciona como reservatório do protozoário causador da doença. Insetos flebótomos – mosquito palha, tatuquira ou birigui, nas diferentes denominações populares – são os vetores da enfermidade, responsáveis pela transmissão do protozoário dos animais para o ser humano. De acordo com a União, a política de combate à leishmaniose visceral adotada pelo Ministério da Saúde prevê que a eutanásia sistemática de cães somente será adotada em áreas consideradas de transmissão moderada a intensa, isto é que tenham apresentado mais de 2,4 casos humanos da doença nos últimos três anos.A adoção da eutanásia nessas regiões decorre da percepção de que o controle dos reservatórios deve ser iniciado pelas áreas de maior concentração de casos. A estabilização do número de ocorrências a partir de 2004 seria evidência do acerto dessa política. Nesse ponto, a União lembra que, de acordo com esses critérios, o Município de Campo Grande pode ser considerado área de incidência intensa da leishmaniose visceral. Expostas as premissas da política nacional de combate à leishmaniose visceral, a União passa às razões que justificam, no seu entender, a proibição do tratamento de cães infectados.De acordo com a requerente, existem pelo menos três justificativas para impedir o tratamento de cães. A primeira delas se refere à importância do cão como reservatório em potencial. De acordo com a União, o mero tratamento do cão não reduz a sua importância no ciclo da doença. Em outras palavras, ainda que potencialmente livre do organismo causador da leishmaniose, a permanência do cão na área endêmica é elemento que sempre aumenta a chance de nova transmissão para humanos.A segunda justificativa para impedir o tratamento de cães liga-se à eficácia das substâncias tradicionalmente adotadas no combate aos sintomas da doença. Segundo a União, o tratamento a base de antimoniato de meglumina, anfotericina B, isotionato de pen tamidina, alopurinol, cetoconazol, fluconazol, miconazol e/ou itraconzol não apresenta resultados satisfatórios. Os cães tratados com essas substâncias podem deixar apresentar sinais clínicos da leishmaniose, mas continuam propensos a recidivas.A terceira razão para o não tratamento dos cães identifica no uso de substâncias destinadas para uso humano a consequência negativa do aumento da resistência do protozoário ao princípio ativo utilizado naqueles medicamentos. O embasamento científico mencionado pela União sugere que os cães funcionam como “campo de prova” para a
seleção de protozoários mais resistentes aos prin cípios ativos de reconhecida eficácia no tratamento da leishmaniose em humanos.
Nesse ponto, a União menciona alerta da Organização Mundial da Saúde no sentido de que o número de substâncias eficazes contra o protozoário é limitado e de que não há perspectiva de aumento desse número no futuro próximo. Em contraponto às afirmativas da autora da ação cautelar quanto à diferenças existentes no tratamento da leishmaniose no Brasil e na Europa, a União argumenta que, ao contrário do sugerido, a única diferença relevante é que, na Europa, os proprietários dos animais são autorizados a evitar eutanásia dos cães infecta dos, desde que se comprometam a tratar dos animais, autorização que não poderia ser adotada no Brasil. Para a União, ao contrário da Europa, a leishmaniose é um problema de saúde no Brasil, uma vez que, em razão da ausência de um inverno rigoroso, os protozoários causadores da enfermidade e os insetos vetores podem ser encontrados durante o ano todo. Contribuem para a difusão da leishmaniose as condições de saneamento e moradia da população brasileira. Em reforço à tese exposta na inicial, a União também menciona acórdão do pleno do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) que, no entender da requerente, pode ser considerado representativo da opinião daquele conselho a respeito do acerto das normas contidas na Portaria Interministerial 1.426/2008.

Vivi Vieri disse...

No acórdão transcrito na petição da União, o CFMV cassou mandado de presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Mato Grosso do Sul em decorrência de declarações daquela médica v eterinária a favor do tratamento de cães com leishmaniose visceral. No
julgamento, o CFMV entendeu que as declarações teriam colocado em risco a própria existência do sistema de fiscalização profissional. A União também aponta a existência de questão processual que demonstraria a ilegitimidade do acórdão impugnado. É que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região teria julgado a ação cautelar proposta pela associação autora como se se tratasse do feito principal, circunstância que embasaria a aplicação do regime legal de contracautela. Na petição que ofereceu nestes autos, a Associação de Proteção e Bem Estar Animal Abrigo dos Bichos impugnou o cabimento da medida de suspensão. A interessada aduz, em preliminar, que a competência para julgamento do presente pedido é do Superior Tribunal de Justiça. Isto porque, em sua opinião, teria prevalecido no acórdão que se pretende suspender conclusão pela mera ilegalidade da Portaria Interministerial 1.426/2008, tendo sido rejeitada a alegação de inconstitucionalidade incidental daquele ato regulamentar. Nesse sentido, ainda que referida inconstitucionalidade tenha sido efetivamente mencionada na inicial da ação cautelar, o pronunciamento judicial posto em análise suspensiva terse-ia limitado aos aspectos infraconstitucionais da matéria, o que atrairia a competência do Superior Tribunal de Justiça para julgar o presente feito. Ainda de acordo com a associação autora da ação, não se sustenta a alegação da União no sentido de que o presente pedido poderia ser tratado como mera extensão de suspensão anteri ormente deferida.Segundo argumenta a associação Abrigo dos Bichos, o objeto da demanda anterior era lei municipal de Campo Grande-MS que autorizava o poder público a adentrar em domicílios para realizar a eutanásia de cães soropositivos para leishmaniose visceral, ainda que sem autorização do proprietário do animal. Na ação cautelar objeto desta suspensão, o pedido limita-se à declaração da inconstitucionalidade incidental da Portaria Interministerial 1.426/2008.

Vivi Vieri disse...

Quanto ao mérito do pedido da União, a associação Abrigo dos Bichos sustenta que a aplicação da Portaria Interministerial 1.426/2008 resulta, na realidade, em eliminação sumária dos cães supostamente contaminados, sem que seja concedida aos proprietários chance de providenciar tratamento adequado à doença. Para a associação, a determinação drástica resultante da aplicação do regulamento contraria as conclusões recentes da literatura científica. Em sentido contrário às premissas adotadas pela política pública de combate à leishmaniose, o cão soropositivo, quando submetido ao tratamento adequado, torna-se assintomático e, nessa condição, não pode ser considerado como reservatório do protozoário. Ainda nessa linha de argumentação, a associação Abrigo dos Bichos também menciona dados que sugerem que cerca de 20% dos cães sacrificados não estão efetivamente infectados pelo protozoário. Os falsos positivos têm origem em falhas existentes nos testes comumente utilizados no diagnóstico, os quais se limitam a constatar a presença dos reagentes indicativos no sangue do animal, sem que a presença do protozoário no organismo seja de fato constatada em exame parasitológico. Entre os estudos trazidos aos autos pela associação Abrigo dos Bichos encontra-se informe técnico publicado na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, vol. 34, n. 2, p. 223-228, março-abril de 2001. O texto apresenta as conclusões de comitê de especialistas reunidos até dezembro de 2000 para avaliar o programa nacional de combate à leishmaniose visceral, em convocação realizada pelo Ministério da Saúde.Entre as conclusões, o informe aponta para o fato de que a política de eutanásia de cães possui fragilidades, entre as quais a grande velocidade de reposição dos animais eliminados e a baixa eficiência dos testes sorológicos utilizados para detectar a infecção canina. O texto também menciona a inexistência de experiências de sucesso que possam ser atribuídas exclusivamente ao sacrifício de cães, sendo que os relatos exitosos de combate à doença atribuem a diminuição da incidência à conjugação de várias iniciativas diferentes, em especial o combate dos vetores com inseticidas. Em todo caso, o comitê sugere a interrupção da política de triagem sorológica seguida de eliminação dos cães,recomendando a sua substituição, nos locais em que não haja confirmação de vetores ou de casos humanos, pela implantação de medidas de vigilância e educação em saúde.A petição da interessada também traz publicação mais recente,contida no número 101, ano XVII, da revista Clínica Veterinária,novembro-dezembro de 2012, p. 28-29.

Vivi Vieri disse...

O texto apresenta as conclusões de encontro do Brasileish – Grupo de Estudos em Leishmaniose Animal ocorrido em 26 de outubro de 2012 e ressalta a necessidade de se adotarem iniciativas preventivas como o controle da população canina por meio de esterilização, vacinação e cadastramento de proprietários, bem como o incentivo pelo poder público à utilização de inseticidas, em especial os colares, cuja utilização nos cães é considerada imperativa. O grupo também recomenda que o diagnóstico da leishmaniose visceral seja feito exclusivamente por médico veterinário, por meio de exames que não se restrinjam ao de sorologia, devendo ser adotado o critério de duplo teste a fim de excluir falsos positivos. Por fim, o Brasileish também sugere que o proprietário do animal seja previamente informado das alternativas existentes diante da confirmação do diagnóstico de leishmaniose visceral canina. Se a opção for pelo tratamento, o médico veterinário responsável deve realizá-lo por meio de protocolos que confiram melhora ou cura clínica do animal e redução da carga parasitária, a serem atestadas por meio de exames clínicos e laboratoriais. No que se refere aos argumentos da União quanto às diferenças entre Brasil e Europa, a associação interessada sustenta que as diferenças climáticas e de condições de vida não podem ser utilizadas como critério definidor da política de combate à leishmaniose visceral. Assim, as dificuldades decorrentes do clima e das condições de habitação devem ser enfrentadas por meio de iniciativas permanentes, inclusive a melhoria do saneamento, sem atribuir ao sacrifício de cães papel preponderante .Deve prevalecer, segundo a interessada, o tratamento do animal, com a devida responsabilização do proprietário caso venha ser descumprida a obrigação assumida.
Quanto ao acórdão do CFMV que comprovaria o respaldo daquela instituição à Portaria Interministerial 1.426/2008, a associação Abrigo dos Bichos alega que o afastamento da presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul foi medida ditatorial, a qual
está sendo questionada judicialmente. A associação também argumenta
que a decisão pela cassação do mandato não avaliou as razões de fundo relacionadas aos fundamentos científicos do tratamento. A associação interessada conclui sua petição com a afirmação de que o conteúdo da Portaria Interministerial 1.426/2008 afronta direitos individuais e restringe a autonomia do médico veterinário de decidir pela melhor alternativa de tratamento. Além dessas violações, o regulamento também impede o desenvolvimento científico de alternativas de diagnóstico e tratamento da leishmaniose visceral e possui efeitos adversos sobre a liberdade de pesquisa e de cátedra, uma vez que tem sido usado de forma a restringir a manifestação de opiniões a respeito da leishmaniose visceral canina. O parecer ofertado nestes autos pela Procuradoria-Geral da República sustenta,preliminarmente, a competência desta Corte para processar e julgar o pedido, ante a presença de matéria constitucional. Quanto ao mérito, o Procurador-Geral da República aponta para indícios de que a eutanásia é necessária ante o aumento da população canina infectada. Ainda de acordo com o parecer, o acórdão impugnado pela União adentrou matéria pertinente ao juízo discricionário da Administração Pública .
Ao final, o Procurador-Geral da República opina pelo deferimento
da suspensão.
É o relatório.
Decido.
Na linha dos precedentes desta Corte, entendo que a conclusão pela presença da matéria constitucional que afirma a competência desta Presidência deve pautar-se pela análise da causa de pedir articulada na ação proposta na origem e do teor do acórdão que se pretende suspender(Rcl 543, rel. min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 29.09.1995; SS 2.918, rel.min. Ellen Gracie, decisão monocrática, DJ 25.05.2006).
No presente caso, é inequívoco que a associação autora da ação cautelar louvou-se, na inicial, na inconstitucionalidade do ato regulamentar, com apelo ao art. 225 da Constituição.

Vivi Vieri disse...

O texto apresenta as conclusões de encontro do Brasileish – Grupo de Estudos em Leishmaniose Animal ocorrido em 26 de outubro de 2012 e ressalta a necessidade de se adotarem iniciativas preventivas como o controle da população canina por meio de esterilização, vacinação e cadastramento de proprietários, bem como o incentivo pelo poder público à utilização de inseticidas, em especial os colares, cuja utilização nos cães é considerada imperativa. O grupo também recomenda que o diagnóstico da leishmaniose visceral seja feito exclusivamente por médico veterinário, por meio de exames que não se restrinjam ao de sorologia, devendo ser adotado o critério de duplo teste a fim de excluir falsos positivos. Por fim, o Brasileish também sugere que o proprietário do animal seja previamente informado das alternativas existentes diante da confirmação do diagnóstico de leishmaniose visceral canina. Se a opção for pelo tratamento, o médico veterinário responsável deve realizá-lo por meio de protocolos que confiram melhora ou cura clínica do animal e redução da carga parasitária, a serem atestadas por meio de exames clínicos e laboratoriais. No que se refere aos argumentos da União quanto às diferenças entre Brasil e Europa, a associação interessada sustenta que as diferenças climáticas e de condições de vida não podem ser utilizadas como critério definidor da política de combate à leishmaniose visceral. Assim, as dificuldades decorrentes do clima e das condições de habitação devem ser enfrentadas por meio de iniciativas permanentes, inclusive a melhoria do saneamento, sem atribuir ao sacrifício de cães papel preponderante .Deve prevalecer, segundo a interessada, o tratamento do animal, com a devida responsabilização do proprietário caso venha ser descumprida a obrigação assumida.
Quanto ao acórdão do CFMV que comprovaria o respaldo daquela instituição à Portaria Interministerial 1.426/2008, a associação Abrigo dos Bichos alega que o afastamento da presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul foi medida ditatorial, a qual
está sendo questionada judicialmente. A associação também argumenta
que a decisão pela cassação do mandato não avaliou as razões de fundo relacionadas aos fundamentos científicos do tratamento. A associação interessada conclui sua petição com a afirmação de que o conteúdo da Portaria Interministerial 1.426/2008 afronta direitos individuais e restringe a autonomia do médico veterinário de decidir pela melhor alternativa de tratamento. Além dessas violações, o regulamento também impede o desenvolvimento científico de alternativas de diagnóstico e tratamento da leishmaniose visceral e possui efeitos adversos sobre a liberdade de pesquisa e de cátedra, uma vez que tem sido usado de forma a restringir a manifestação de opiniões a respeito da leishmaniose visceral canina. O parecer ofertado nestes autos pela Procuradoria-Geral da República sustenta,preliminarmente, a competência desta Corte para processar e julgar o pedido, ante a presença de matéria constitucional. Quanto ao mérito, o Procurador-Geral da República aponta para indícios de que a eutanásia é necessária ante o aumento da população canina infectada. Ainda de acordo com o parecer, o acórdão impugnado pela União adentrou matéria pertinente ao juízo discricionário da Administração Pública .
Ao final, o Procurador-Geral da República opina pelo deferimento
da suspensão.
É o relatório.
Decido.
Na linha dos precedentes desta Corte, entendo que a conclusão pela presença da matéria constitucional que afirma a competência desta Presidência deve pautar-se pela análise da causa de pedir articulada na ação proposta na origem e do teor do acórdão que se pretende suspender(Rcl 543, rel. min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 29.09.1995; SS 2.918, rel.min. Ellen Gracie, decisão monocrática, DJ 25.05.2006).
No presente caso, é inequívoco que a associação autora da ação cautelar louvou-se, na inicial, na inconstitucionalidade do ato regulamentar, com apelo ao art. 225 da Constituição.

Vivi Vieri disse...

No acórdão que se pretende suspender, a matéria constitucional pertinente foi devidamente apreciada no voto condutor, tendo havido juízo relativo à incompatibilidade dos termos do regulamento com os princípios constitucionais da legalidade e do livre exercício profissional (art. 5º, II e
XIII) e também com o direito ao meio ambiente saudável e equilibrado,aqui incluída a vedação à crueldade (art. 225, caput, e § 1º, VII). O Supremo Tribunal Federal é, portanto, competente para julgar o presente pedido. Passo a apreciar a suspensão pleiteada pela União. Pelo que se pode extrair das manifestações contidas nestes autos, o tratamento de cães com leishmaniose visceral apresenta peculiaridades e deve ser acompanhado por médico veterinário, de maneira a mitigar os
riscos à saúde dos animais e da coletividade em geral. Devem ser adotados métodos seguros e transparentes de controle dos resultados, bem como exigências relacionadas à responsabilização do s proprietários, no sentido de impedir que os animais tratados venham a constituir focos de disseminação da doença. Sob esse ângulo, o acórdão que a União pretende suspender limitou-se a permitir que a associação autora da ação cautelar possa adotar providências adequadas no encaminhamento da questão, sem que tenha sido demonstrada grave lesão à saúde pública.Longe de impor restrição desmesurada à atuação do poder público,o acórdão que se pretende suspender não impede, não previne e não desestabiliza a política pública de combate à leishmaniose já desenvolvida pelas autoridades federais, estaduais e municipais. O alcance da decisão impugnada é a mitigação de uma das providências incluídas no programa, a qual foi considerada drástica e até mesmo cruel pelo acórdão que a União pretende suspender, no sentido normalmente empregado para descrever as práticas que esta Corte considera vedadas pelo inc. VII do § 1º do art. 225 da Constituição (vejam-se,por exemplo, o célebre caso da farra do boi, RE 153.531, rel. p. acórdão min. Marco Aurélio, Segunda Turma, DJ 13.03.1998, e a recente reafirmação do entendimento protetivo no que se refere às brigas de galo, ADI 1.856, rel. min. Celso de Mello, Pleno, DJe 14.10.2011).O poder público continua titular de poder discricionário de ação, devendo exercê-lo para encontrar alternativas de enfrentamento responsável da questão, em parceria com cientistas e médicos veterinários.
Ante o exposto, indefiro o pedido.
Publique-se.
Brasília, 8 de outubro de 2013
Ministro JOAQUIM BARBO SA
Presidente
Documento assinado digitalmente
10
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônicohttp://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4653209

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Atenciosamente,

Emanuela disse...

Gente o que faço com meu caso q tenho uma cachorra super saudável e foi feito o teste de Lesh e deu positivo. Moro no interior da Bahia e eu nao queria entregar meu cachorro para sacrificar. O q faço faço pra impedir? me ajudem por favor..nem doente ela esta!! obrigada desde de ja

José Franson disse...

Olá amiga Emanuela, contate vivi.vieri@gmail.com

Vivi Vieri disse...

Emanuela, me envie um e-mail que vou te passar a liminar que permite tratar.
Os exames podem dar falso positivo e falso negativo, então faça a punção de medula óssea.
E aguardo o seu e-mail.
abs
Vivi

Flayder Melo disse...

��Pessoal moro em Lavras MG e domingo em minha cidade foram disponibilizados 100 exames gratuitos de leishmaniose, tivemos que assinar um termo de responsabilidade, tenho 3 cåes porem uma delas deu um possivel positivo seu sangue foi colhido e mandado pra BH para exame sorologico. Ela não apresenta sintomas e alem disso usa a coleira scalibor... se caso o exame se confirmar positivo serei obrigado a entrega-la ou a algo que eu possa fazer, que seja de acordo com a lei? Em Lavras tem a UFLA Universidade Federal onde o curso de veterinaria e muito conceituado, isso poderia me ajudar em algo? obrigado aguardo resposta.

Vivi Vieri disse...

Boa tarde!!! Você tem direito à contra prova e não é obrigado a entregar seu cão.
Se precisar de alguma coisa, me envie um e-mail
vivi.vieri@gmail.com
abs
Vivi