sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A Engrenagem - Todos querem salvar o planeta...



A discussão sobre o veganismo e seus benefícios ao meio ambiente e ao futuro é extensa e muito mais complexa do que simplesmente parar de comer carne. Envolve a diminuição da poluição atmosférica, a preservação de recursos vegetais e hídricos, e muitas outras questões.

Numa linguagem descontraída, o filme tem a participação voluntária da modelo e apresentadora Ellen Jabour e do ator Eduardo Pires, ambos vegetarianos, e tem o objetivo de alertar e levantar algumas questões como "Você já se perguntou de onde vem nossa comida? Quais os impactos que ela nos traz? A Engrenagem responde. "


José Franson - Tatuí - SP 
Campanha nacional permanente - “Fecha canil do CCZ - Tortura nunca mais” Eu apoio.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cães comunitários - Uma história real


Este não é um pedido de socorro. Talvez, uma angustiante despedida. Cães de vida livre também têm vida curta. E eles se conformam, aceitam seus destinos ainda que sejam destinos criados pela maldade e egoísmo dos homens.

Não era pra ser assim. Nossas espécies deveriam ter evoluído juntas. Infelizmente, só os lobos evoluíram o suficiente.

Esta é a Nina. Antecipando-nos às mensagens que esperamos receber, esclarecemos que temos por critério não julgar ninguém. Cada um conhece os seus próprios limites. Soubemos que a Nina, mesmo vivendo nas ruas, sempre foi muito bem tratada e alimentada pelos vizinhos, mas nas ruas, ela encontra todo tipo de gente.

E nenhum protetor consegue resgatar todos os animais que lhes cruzam o caminho. A culpa é da sociedade que os rejeita. Nos faltam adotantes. Se as pessoas entendessem a importância da adoção para um protetor de animais, abririam suas portas (E não se arrependeriam).

Eis a história da Nina, contata por ela mesma:

Meu nome é Nina. Nasci e cresci na rua. Ainda era uma filhotinha quando a Lia (nome fictício) começou a me alimentar. Lembro-me que tinha fome, muita fome. Minha barriga doía.

A água que bebia vinha do céu. Devia ser jogada por anjos. Muitas vezes tentei beber os pingos antes que chegassem ao chão. O gosto da água suja não era bom, mas me tirava a sede.

Quando a Lia me conheceu, ela passou a me oferecer água e restos de comida. Eu tinha um cantinho que era só meu, no passeio de sua casa. A água era trocada de vez em quando, mas estava quase sempre suja. Entre uma dor e outra no estômago, eu recebia restos de comida. Apesar disso, tinha vida livre e era feliz. Fiz amigos e me despedi deles. Às vezes, sentia falta de uma vida mais estável, mas a liberdade sempre foi essencial pra mim.

A Lia morava em um barracão muito pequeno. Era minha dona, mas não tinha espaço pra mim em sua casa. Eu dormia e vivia na calçada de sua casa. Dormia ao relento e tinha as estrelas como companhia.

Há alguns meses, a Lia se mudou. Não quis me levar, nem cuidar de mim. Sua nova casa era pertinho e eu descobri rapidinho onde ela estava.

Mas ela não quis mais cuidar de mim. Não me dava atenção e chegava mesmo a me enxotar. Não me queria mais morando em sua calçada. Não sei por quê. Nunca fiz nada errado. Eu daria a vida por ela, mas acho que ela nunca soube disso. E morrerá sem experimentar a afeição que une, ou deveria unir, homens e lobos.

Por duas vezes, pessoas tentaram me adotar, mas em poucos dias me devolveram para a rua. É que eu não me adaptava a fronteiras. Sempre fui uma cadela de rua e prezava muito a liberdade. Eu precisava de um dono que me desse água e comida, mas não às custas da liberdade. Eu latia, uivava e fugia sempre que tivesse oportunidade.

Por outras três vezes, pessoas me soltaram em lugares distantes, mas eu consegui voltar. Afinal, eu conhecia aquele território. Nasci e cresci ali e não deixaria minhas raízes. Eu tinha amigos ali. Muita gente me estimava. Recebia água limpa e ração de algumas pessoas.

Voltei a ganhar peso e vivi feliz por algum tempo.

Em meu território, tinha jardins, flores, grama, mas continuava não gostando de portões e grades.

Também sei tomar banho sozinha. Tomo banho de chuva. Por isso, estou sempre limpinha.

Protejo-me do sol sob os arbustos e, da chuva, onde der. Frequento bares, onde ganho restos e bebidas. Essas coisas não vão me fazer bem, mas as ruas me ensinaram a comer o que puder mastigar e beber o que puder engolir.

Eu sei que tenho amigos. Algumas pessoas já tentaram me colocar pra dentro de suas casas, mas eu chorava e uivava muito, pedindo pra voltar para a rua. Sei que posso acostumar com as fronteiras de um quintal. Mas preciso de tempo pra me adaptar. Uma casinha aconchegante e donos carinhosos poderiam ajudar.

Sempre fui dócil e carinhosa com quem me alimenta. Gosto das pessoas e me dou muito bem com outros cães. Sempre gostei de pular e fazer festa para as pessoas, mas agora, tudo está mudando rápido demais. Há algumas semanas, tenho perdido peso. Sinto-me fraca. Não tenho mais forças. Preciso de ajuda, de médico, de proteção.

Um dia, descobri da pior maneira as dores que a rua nos impõem. Cheguei a ficar dois dias sem conseguir andar. Tinha muitas dificuldades. Foi um chute que ganhei. Um homem me olhou. Pensei que ele quisesse ser meu amigo e me aproximei fazendo festa. Ainda não aprendi a diferenciar as pessoas. Não sei quem é bom e quem é ruim. Eu me enganei. Ele retribuiu minha festa com um chute que quase me dividiu a coluna ao meio.

Tudo doía e eu não conseguia andar direito. Parece que algo não vai bem. Acho que pra mim já deu. A vida livre é boa, mas não me deixará ir muito longe. Aproveitei a liberdade o quanto pude, mas agora chega. Não tenho comido bem. A ração é boa, mas não tenho mais fome. Acho que estou morrendo.

No mesmo dia em que sofri a agressão, quando minha amiga chegou em casa, me viu caída no asfalto, próximo ao meio fio. Tentou me levantar, mas eu não conseguia me sustentar. Tive forças apenas pra lhe virar a barriga pra ganhar a coçadinha de sempre. Tudo doía mas o carinho parecia aliviar.


Eu não queria morrer. Não tenho nem dois anos de vida e ainda poderia trazer alegria a muita gente. Mas não sei se ainda dá tempo. Faria qualquer coisa pra ter uma nova chance. 


Mas acho que é tarde. Não dá mais. Vivi e amei intensamente. Sei que não fui amada como merecia, mas não posso culpar os homens. Afinal, eles são crianças espirituais e não sabem o que fazem.

Ainda estou nas ruas. Por dois dias, pude comer e beber porque minha amiga me levava ração e água até a boca. Até quando? Não sei. Espero que esta história mude meu destino. Não quero terminar assim.

Com os cuidados que recebi, estou melhor e já me recuperei da última agressão. Voltei a andar e me alimentar sozinha. Continuo amando a liberdade, mas seu preço é muito alto e já não posso mais pagar. Sei que logo levarei outro golpe. Só não sei a quantos mais vou sobreviver.

Estou no Bairro Planalto, em Belo Horizonte, mas minha amiga pode me levar onde for preciso.

Contato: Patrícia: (31) 8677.5196. BH/MG

E-mail: zuppocem@yahoo.com.br


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sábado, 17 de novembro de 2012

Rodeios estão sendo proibidos em todo Brasil - Santos Dumont MG


Na cidade de Santos Dumont, na Zona da Mata, não haverá mais rodeios. A Câmara Municipal aprovou, anteontem, projeto de lei que proíbe essa modalidade esportiva, comum em eventos rurais. Segundo o vereador Labenert Mendes (PT), um dos autores da proposta, a proposição foi encaminhada ontem para sanção, e, caso seja vetada pelo prefeito Evandro Nery (PT), a Câmara vai derrubar o veto.
Pelo projeto, também estão proibidas touradas e vaquejadas, que expõem os animais ao sofrimento. Mendes esclarece que a proposta, apresentada a pedido da Associação de Defesa dos Animais de Santos Dumont (Asdan), foi referendada pela população em audiência pública, que contou, inclusive, com a participação de representantes da Federação Estadual de Rodeios.
Circos. O vereador acrescentou que essa medida dá continuidade ao trabalho de proteção aos animais que ele vem fazendo na cidade. Em seu primeiro mandato, um projeto de lei de sua autoria proibiu a apresentação em Santos Dumont, de circos que utilizam animais.
Pronunciamento da ONG ASDAN na Audiência Pública sobre o Projeto de Lei 44/12

Prezada Presidente da Câmara – Vereadora Sandra Cabral. Prezados senhores vereadores que compõe esta nobre Casa, prezados senhores e senhoras aqui presentes – muito boa noite/tarde
 ( NO LIVRO DE ATAS TEM OS CUMPRIMENTOS FORMAIS DE PRAXE, LIDOS PELO NEY  PAIVA)

O que transforma o mundo são as atitudes. 

A Associação Sandumonense em Defesa dos Animais, fundada em janeiro de 2004, junto com seus amigos, sócios e voluntários – muitos dos quais não puderam comparecer aqui hoje, vem trabalhando persistentemente desde sua criação não somente pelos cães. Por isso está e sempre estará atenta à defesa dos direitos de todos os animais. Mais uma vez cumpre aqui o seu papel de ser a voz dos que não têm voz. A Natureza e nós, defensores, contamos com o apoio de nossas autoridades municipais neste momento, acima de qualquer partidarismo ou particularismos, para o bem comum e uma cultura de não violência. Sabemos que todos conscientizados e unidos poremos fim às crueldades com os animais, em especial as institucionalizadas – que revelam graves desvios civilizatórios.

O rodeio, assim como a vaquejada, as touradas, farras do boi ou quaisquer outros eventos similares que envolvam animais, constituem inaceitáveis maus tratos contra os animais, posto que são práticas viciadas pela inconstitucionalidade, ilegalidade e sadismo, que cometem ilícitas crueldades. Vasta e extensa é a galeria de informes comprobatórios sobre isso. Estão publicados em livros jurídicos, arroladas em ações judiciais, elencados em perícias de abalizados e ISENTOS médicos veterinários. Em relação aos rodeios, como se costuma alegar ao léu de que “tratam bem os animais”, temos aqui conosco uma compilação demonstrativa desses pareceres. Já encaminhamos a cada um dos senhores vereadores o artigo da Dra Vanice Teixeira, advogada da União Internacional de Proteção aos Animais (a mais antiga do Brasil, com mais de 100 anos de idade), que rebate uma a uma as falaciosas afirmações daqueles que vivem dessa prática vergonhosa. Estão aqui para serem objeto de apreciação público, caso necessário. (MOSTRAR AOS PRESENTES O MATERIAL IMPRESSO). Temos publicado, juntamente com a Associação Orientadora do Meio Ambiente, que tem nos apoiado nesta empreitada, diversos materiais comprobatórios: vídeos, pareceres, manifestações, etc.

O nosso objetivo com em relação a este Projeto de Lei (número) 
é antes de tudo o de complementar o nosso Código Municipal de Defesa dos Animais – Lei 3.612/04 e, especialmente, a Lei Municipal 3.859, de 28.11.2006 – A Lei do Circo e similares. Em razão desta lei ter sido a primeira do gênero em Minas Gerais, nossa cidade ficou conhecida e angariou muitos amigos e  simpatizantes da causa animal, não somente em Minas, que neste momento olham para esta Casa com extrema atenção. Não podemos nem devemos decepcioná-los...

Pois bem, a Lei do Circo e similares diz em seu Art 1º Fica proibido no âmbito do município de Santos Dumont, a apresentação de espetáculo circense ou similar que tenha como atrativo a exibição de animais de qualquer espécie.  Observamos que neste parágrafo está contemplado os termos do Art. 10 da Declaração Universal dos Direitos dos Animais, que diz: "a exibição em espetáculos é incompatível à dignidade do animal".
Isso por si só deveria bastar como princípio máximo de educação social e respeito aos animais, fazendo desnecessária a nossa presença aqui hoje.

Ainda considerando o Art. 1º da nossa Lei, em relação à similaridade, esta abrangeria todas as demais práticas de exibição que expõe os animais a situações anti-naturais (o que por si só é uma violação do animal), quase sempre provocadas por métodos cruéis: seja os treinamentos de elefantes para marcharem sob chapa quente, seja os treinamentos de peões para se equilibrarem alguns segundos sob um animal que salta ou corcoveia desesperamente para se livrar do jugo dos instrumentos que lhes provocam DOR, e que são facilmente descartados quando estropiados.

Mais uma razão, evidente para os leigos, mas não para as artimanhas jurídicas dos interesses menores, para não ser necessário estarmos aqui hoje, discutindo a importância dese Projeto de Lei para Santos Dumont, visto ser visível o desconforto, sofrimento e stress físico e psicológico dos animais nas ditas apresentações, FRISAMOS NOVAMENTE, todos corroborados por peritos isentos e reconhecidos em medicina veterinária. (MOSTRAR OS TEXTOS PARA O PÚBLICO).

Quanto às demais práticas: seja puxar uma vaca pelo rabo até que seja derrubada, arrastada  e quebrada no chão (vaquejada), fincar um animal com lanças (touradas) ou esporas pontudas ou rosetadas (rodeios), forçar um cavalo a puxar uma tonelada em carroças até cair desmaiado, ou laçar um bezerro com a ossatura ainda formação para jogá-lo ao chão, ou quebrar-lhes o pescoço tornando-o tetraplégico, como no ano passado, no rodeio de Barretos, fez o peão César Brosco - todas essas práticas podem ser qualificadas moralmente como tudo, menos esporte, entendido ou como diversão, ou como atividade de treino e destreza humana saudáveis.  A título de curiosidade, existe até uma campanha na internet para que o citado peão entre para as lutas do UFC – lugar mais compatível com sua ferocidade e suposta bravura.

Visto que o que faria diferenciar esses circos de exibição e subjugação desumanas dos animais seria tão somente a caracterização, no que tange aos rodeios, como esporte, uma prática no máximo sub-esportiva, e no mínimo, de mau gosto, que jamais será considerada uma prova olímpica, pois não está baseada em nada que possa sob o bom-senso e o equilíbrio saudável, conferir medalhas por mérito a uma disputa entre pares. Tampouco atrair a atenção do grande público sem o enojar, nem ser exibido livremente para crianças em formação psicológica. Visto as peculiaridades dita “culturais” de tratamento aos animais, essa pretensão soaria, no mínimo, absurda e fadada ao fracasso.

Desse modo, além da complementaridade da Lei Municipal 3.859/06, vemos na aprovação deste Projeto de Lei, a oportunidade HONROSA para a nossa querida cidade de Santos Dumont NÃO ASSINAR EMBAIXO dessas tristes realidades de exploração e crueldades com os animais,  que contribuem para reafirmar a supremacia e humilhação do mais forte sobre o mais fraco – um péssimo exemplo de formação de jovens e adultos, contrários às demandas educacionais necessárias para se estabelecer uma ética global solidária e sustentável.
Lembramos que além da Declaração Universal, temos a “Carta da Terra”, nascida na ECO-92, apresenta as diretrizes educacionais e práticas para a indispensável sustentabilidade do século ao XXI - que precisa rever paradigmas da nossa relação com a natureza e os animais para nossa própria existência no planeta. Ela, em seu Art. 14, diz que devemos tratar todas as criaturas decentemente, protegendo-as da crueldade, do sofrimento e da matança desnecessária. (E fica a pergunta: quando é necessária?) Ambos os diplomas morais-ecológicos foram subscritos pelo Brasil ao lado das principais Nações do mundo.


Mas embora tais práticas persistem ainda em alguns redutos anacrônicos, sabemos que com a divulgação das informações e imagens chocantes, com o crescimento enorme dos movimentos de conscientização sobre os direitos animais em todos os cantos do mundo, da educação das novas gerações para uma ética de respeito global à vida na terra, estão indubitavelmente FADADAS AO DESAPARECIMENTO. Tanto que o público desses eventos vêm decrescendo a cada ano, tanto na Europa quanto nos EUA. Como exemplo, no Brasil, um dos subterfúgios usados para garantir público nos rodeios são os shows dos cantores sertanejos que propositadamente só acontecem depois da apresentação do rodeio. Então a quem interessa interessa de fato a manutenção de uma prática cada vez mais execrada pela sociedade e que ao contrário do que se pensa, não dão lucros, mas consomem recursos públicos e subverte os valores morais e legais – visto as tendenciosas “leis de rodeio”, vergonhosas inconstitucionalidade.

Leio aqui um trecho adaptado do texto de Rodrigo Vidal, advogado, psicólogo, servidor público federal e presidente do Movimento nacional Crueldade Nunca Mais em Pernambuco. Abre aspas:

”Cabe dizer que a Constituição Federal de 1988 (CF/88 ) é a lei suprema do ordenamento jurídico brasileiro. A Carta Magna constitui o nosso maior patrimônio cultural, político e jurídico – é o nosso modelo de convivência social, a matriz das “regras do jogo”, nosso  “contrato social”, na visão de Rousseau. Em função disso, a Constituição Federal é a norma que dispõe do poder de subordinar todas  as demais normas jurídicas e todos os atos públicos e privados, no território brasileiro. Estando hierarquicamente em situação suprema, acima de todas, é indispensável -  para que a segurança, a paz e a ordem prevaleçam entre nós - que todas as demais normas e condutas do poder público e da sociedade civil  estejam em conformidade com o que dispõe a Constituição Federal. E se não estiverem, padecem do vício da inconstitucionalidade e devem ser anuladas, sendo ajustados os efeitos já produzidos.

Chama-nos a atenção que apenas e tão somente por duas únicas vezes nossa Constituição Federal utiliza a palavra crueldade em seu texto. Quando se refere às crianças (Art. 227, CF/88) e aos animais (Art. 225, § 1º, VII, CF/88), no sentido do dever inafastável de ambos serem protegidos por todos, Estado e sociedade, de sofrerem qualquer prática de crueldade. 
O artigo 225, § 1º,VII, da CF/88, diz: Art. 225-Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.”.


Cabe louvar essa maravilhosa atuação de nosso Poder Constituinte Originário, em 1988, ao explicitar e positivar no texto de nossa Carta Magna a palavra “crueldade” nesses dois contextos - como proibição em relação às crianças e aos animais! Portanto, não resta nenhuma dúvida que é dever constitucional de todos, poder público e cidadãos,  assim se comportarem em relação às crianças e aos animais: sem crueldade! Não se trata de favor, mas, sim, de obrigação derivada do mais elevado status jurídico: a norma suprema, a Constituição Federal!

Para estabelecer uma base e conformidade conceitual, cabe esclarecer que por crueldade deve-se entender qualquer conduta humana consciente e voluntária que imponha dor (nível físico) ou sofrimento (nível mental) desnecessário ao outro (pessoa ou animal).

No conceito de crueldade o termo “desnecessário”. Desnecessário é a dor ou o sofrimento provocado pela ação humana que é dispensável para a manutenção e funcionamento sadio, respeitoso, em ordem e equilibrado da vida social e natural.

Exemplo: Se o policial, com moderação, no estrito cumprimento do dever legal e em legítima defesa de terceiros, domina e prende o assaltante de uma idosa, estará causando dor e sofrimento a esse meliante, mas não se trata de crueldade, pois a ação foi necessária, equilibrada e benéfica para a ordem social. Ao contrário, cruel é toda ação humana que impõe dor ou sofrimento a alguém (pessoa ou animal), nada acrescentando de benefício à ordem social, à beleza da vida e à consciência ética e moral das pessoas.

A crueldade, portanto, diminui o esplendor e a beleza da vida! A crueldade só encontra eco na alma distorcida, doentia e pervertida de pessoas afeitas à covardia e ao sadismo (psicopatologia de gozar com a dor alheia).

Afirmar isso não configura um julgamento de valor, mas sim, mera constatação objetiva.

Para aqueles que comparam as práticas do rodeio e da vaquejada com um “esporte” afirmamos que é um engano e disparate total essa analogia. Muito antes pelo contrário, esporte significa dois competidores em situação de igualdade, treinados e voluntariamente querendo participar da luta pela vitória. Não é o caso dos rodeios ou das vaquejadas 
e similares, nos quais os assustados e despreparados animais são violentamente forçados a se submeterem a práticas desiguais e covardes!

Para os romanos, colocar os primeiros cristãos na arena para lutarem com leões e gladiadores armados e treinados também era considerado um espetáculo e um ”esporte”!

Será que não devemos, em respeito à evolução da sociedade inaugurada pelo cristianismo e em obediência ao texto supremo da Constituição Federal, superar essa bárbara covardia, esse sádico espírito dos romanos que infelizmente ainda perdura entre nós?

Nossos modelos éticos e espirituais, tais como Jesus Cristo, São Francisco de Assis, 
São Francisco de Paula ou Gandhi são totalmente incompatíveis com a covardia e a crueldade para com os animais; ao contrário, exemplificam e ensinam o amor à natureza e a tudo que vive!

Portanto, que fique claro que o conceito de crueldade é indissociável da ideia de uma conduta humana desnecessária e contrária à ordem, à moral, à espiritualidade, aos bons costumes e ao bom funcionamento da vida social e natural.

Por tudo isso, devemos necessariamente concluir e divulgar que, como os circos,  os rodeios, as vaquejadas, as touradas e similares, além de serem tipificadas como crimes de maus tratos, previsto no artigo 32, da lei 9.605/98, constituem uma atividade inconstitucional, posto que  impõem crueldade aos animais, desrespeitando frontalmente a Constituição. E se enquadram nessa mesma categoria de atraso ético, espiritual e sócio-cultural a ser superado pela inelutável marcha civilizatória rumo à evolução.” Fecha aspas. 


Concluímos com citações das sábias e inspiradoras palavras do Exmo. DESEMBARGADOR Renato Natalini em Acórdão de Segunda Instância do Tribunal de Justiça de São Paulo, sobre rodeios, proferidas em 31 de março de 2011:

" (...)
Toda prova produzida quanto à matéria tratada neste autos é contundente.
(...)
“A atividade do rodeio submete os animais a atos de abuso e maus
tratos, impinge-lhes intenso martírio físico e mental, constitui-se em
verdadeira exploração econômica da dor, e por isso, não fosse a
legislação constitucional e infraconstitucional a vedar a prática, e
ela deveria ser proibida por um interesse humanitário."
(...)
Ainda que se invoque a existência de uma legislação federal e estadual permissiva, a única conclusão aceitável é aquela que impede as sessões de tortura pública a que são expostos tantos animais.
(...)
E é evidente que os animais utilizados em rodeios estão a reagir contra o sofrimento imposto pela utilização de instrumentos como esporas, cordas e sedém. A só circunstância dos animais escoicearem, pularem, esbravejarem, como forma de reagir aos estímulos a que são submetidos, comprova que não estão na arena a se divertir, mas sim sofrendo indescritível dor.
Não importa o material utilizado para a confecção das cintas, cilhas, barrigueiras ou sedém (de lã natural ou de couro, corda, com argolas de metal), ou ainda o formato das esporas (pontiagudas ou rombudas), pois, fossem tais instrumentos tão inofensivos e os rodeios poderiam passar sem eles.
Em verdade, sequer haveria necessidade dos laudos produzidos e constantes dos autos para a notória constatação de que tais seres vivos, para deleite da espécie que se considera a única racional de toda criação, são submetidos a tortura e tratamento vil.
(...)
Tampouco convence a alegação de que a festa de rodeio é tradição do homem do interior e faz parte da cultura brasileira - como se isso justificasse a crueldade contra animais. As festas hoje realizadas em grandes arenas, com shows, anunciantes e forte esquema publicitário, nada têm de tradicional, no máximo constituem exemplo de um costume adotado por parcela da população - essa sim prática reiterada e difundida - de copiar e imitar estrangeirices, o country da cultura norte-americana. Sua proibição - no que tem de martirizante aos animais - não causará dano algum à cultura bandeirante ou nacional.
(...)
Infelizmente, está longe o tempo em que a humanidade se conscientizará de que a vida é um fenômeno complexo e que a realidade holística da aventura terrena une toda manifestação vital por elos indissolúveis. Rompido qualquer deles, as consequências serão nefastas não apenas para aquela espécie atingida mas também para todas as demais.
Aparentemente a humanidade regride. (...) . Em pleno século XXI há quem se entusiasme a causar dor a seres vivos e se escude na legalidade formal para legitimar práticas cujo primitivismo é inegável."


Senhores vereadores:
Dezenas de cidades no Brasil, em destaque as capitais São Paulo e Rio de Janeiro, e recentemente Volta Redonda, já proibiram rodeios e as demais práticas similares por lei – mérito do bom entendimento entre os representantes do povo e a sociedade organizada, ou por decisão judicial – não menos nobre, mas reveladora de que algo ocorre de errado no bom entendimento entre a sociedade e a instituição parlamentar. Em Minas Gerais temos incluídas nesta lista São João del Rey, Andradas, São Lourenço. Outras cidades mineiras estão em mobilização. Ações judicias ocorrem em todo o país. A HORA É ESTA. Solicitamos assim aos vereadores e ao prefeito de Santos Dumont que NÃO PERCAM A MARCHA DA HISTÓRIA E OPORTUNIDADE DE APROVAR E SANCIONAR este projeto de lei, atendendo positivamente aos mais nobres anseios civilizatórios de todas as milhares de pessoas que se voltaram para nossa cidade, e se mobilizaram para que esse exemplo civilizatório se concretize aqui.

                                                                      xxxxxxxx

José Franson -  QUE POLÍTICO NENHUM OUSE DUVIDAR DA CAPACIDADE DE LUTA DOS QUE PROTEGEM A VIDA DE ANIMAIS, HUMANOS OU NÃO. NÃO SE ELEGERÁ QUEM INSISTIR EM MANTER OS RODEIOS, VAQUEJADAS, RINHAS, ETC... TORTURA NUNCA MAIS.....


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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Governo do MS assassina 126 periquitos e calopsitas - Vergonha para todo Brasileiro

A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal - Governo do Mato Grosso do Sul) sacrificou (assassinou) nessa terça-feira (13) em Amambai 136 aves exóticas. As aves, 126 da espécie “periquito australiano” e 10 da espécie “calopsita” foram apreendidas em poder de um homem morador em Maringá, no estado do Paraná.

O proprietário dos pássaros, Luiz Roberto Azevedo Palma que é criador de pássaros legalmente autorizado e teria vindo a Amambai com o objetivo de vender os animais.

Luiz Azevedo disse ainda ter um sítio na cidade paranaense e admitiu que estava sem a GTA (Guia de Transporte Animal) documento que autoriza o transporte de animais, emitida pela própria Iagro, mas afirmou que os pássaros estavam em condições legais, inclusive com inspeção sanitária regular e não havia necessidade de serem sacrificados.

O diretor regional da Iagro, em Amambai, o médico veterinário Carlos Piva confirmou a apreensão e a execução (assassinato)das aves.

De acordo com o órgão estadual, as aves, que, segundo a Iagro foram apreendidas quando eram transportadas no porta-malas de um veículo de passeio, além de não portar a GTA, também não tinha documentação legal.

O diretor aformou no ato da abordagem que o proprietário dos animais apresentou documentos vencidos e o laudo veterinário que atestava as condições sanitárias dos pássaros também estava vencido há meses.

Segundo o diretor regional, a adoção da atitude extrema de sacrificar todos os pássaros foi adotada tendo em vista que por se tratar de pássaros exóticos, ou seja, espécies de cativeiro, que não fazem parte da fauna brasileira, não poderiam ser encaminhadas para centros de reabilitação de animais para depois serem colocados de volta em seus habitat naturais e o principal motivo, por não ter procedência sanitária legal.

Ainda de acordo com Carlos Piva, por não estarem com situação sanitária regular as aves poderiam portar vírus provocando prejuízos incalculáveis para econômicos e ambientais para a fauna da região.

http://www.midiamax.com/noticias/825032-iagro+sacrifica+mais+130+aves+exoticas+amambai.html

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Prefeito de Recife PE assassina 20 mil cães e gatos - CCZ - CVA


As comissões de acompanhamento de atos do poder público e do meio ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) e a Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente (Depoma) apresentaram, na terça-feira (13), uma denúncia sobre a situação em que se encontra o Centro de Vigilância Ambiental (CVA) do Recife.

De acordo com os órgãos, em dois anos, pelo menos 20 mil cães e gatos morreram no centro, localizado no bairro de Peixinhos. O local, que deveria ter a função de controle das doenças dos animais, se tornou um depósito de corpos e de bichos abandonados.
As imagens apresentadas pela OAB e pela polícia mostram sinais de descaso. Numa área sem limpeza, está guardado um cavalo. Ele está machucado e não tem forças para levantar. Os corpos de cachorros mortos ficam amontoados, descartados como lixo comum, colocando em risco a saúde da população.

De acordo com Henrique Mariano, presidente da OAB-PE, é preciso uma mudança estrutural no CVA, que passa pela melhoria técnica e pela qualificação dos profissionais. “Não há uma política de esterilização dos animais. O que existe é uma política totalmente voltada para o extermínio desses animais, e isso é uma política que é comprovadamente ineficaz. O que se precisa é de tratamento, uma política que faça o controle da proliferação dessas doenças”, falou.

Outros centros de vigilância ambiental do país também foram investigados, e a situação encontrada é semelhante. “Nós estamos pedindo a possibilidade da instauração de uma CPI junto ao Congresso Nacional. Vai ser encaminhado um ofício ao procurador-geral da República, à OAB federal, pedindo as providências cabíveis a essas instituições”, destacou a delegada Nelly Queiroz, da Depoma.

Procurada pela reportagem do G1, a Secretaria de Saúde do Recife informou que já enviou todas as respostas solicitadas pela OAB a respeito da situação do CVA
Fonte - G1 Globo


José Franson - O ABANDONO DE ANIMAIS TEM SOLUÇÃO

 Lute para o fim deste martírio, temos esta dívida ética, histórica com aqueles que consideramos como nossos melhores amigos. Vamos resgata-la... Se você participar, poderá salvar a vida de milhões de cães e gatos que são assassinados todos os anos nas ruas e em todos os canis municipais CCZ. Leia neste Link -


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Proibido Rodeios em Mangaratiba RJ

Uma liminar concedida pela Juíza de Direito Simone Lopes da Costa, acaba por proibir a realização de rodeios em Mangaratiba, região metropolitana do Rio de Janeiro.

A Ação Judicial, requeria o fim da prática de rodeios e atividades similares durante a 23ª Expo Cultural de Mangaratiba, evento que marcava a festa de aniversário da cidade neste ano.

A determinação estipula uma multa no valor de R$ 10.000,00 por rodeio ou evento similar realizado na cidade, além de multa no valor de R$10.000,00 por cada violação às normas da Lei nº 10.519/2002 (que dispões sobre a promoção e fiscalização da defesa sanitária animal quanto da realização de rodeios) e da Lei 9.605/98 (que dispões sobre sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente).

A Frente Abolicionista de Rodeios do Estado do Rio (FARO-RJ), é uma das responsáveis por esta vitória da causa animal.

Segundo uma de suas advogadas, Dra. Bianca Turano, ”está aumentando a cada dia a adesão, por parte de membros da Advocacia, do Judiciário, do MP e da própria Polícia, práticas dessa natureza, que busquem coibir atos de crueldade em face de indivíduos não-humanos. A sociedade está clamando por mudanças positivas e nós estamos atendendo a esse apelo, a fim de contribuir com essa evolução moral”.

Fonte - Anda

Campanha nacional permanente - “Fecha canil do CCZ - Tortura nunca mais” Eu apoio.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Campo de concentração - CCZ - Canil municipal - CVA - Zoonoses

TODOS OS CCZ CONTINUAM SENDO HEDIONDAS PRISÕES MEDIEVAIS  

Hora de refletir..

O que eu estou fazendo para salvar da prisão e morte os cães e gatos que meu prefeito assassina??? Todos os prefeitos do Brasil assassinam sem dó nem piedade... Reitero... Todos os canis municipais - CCZs - CVAs - Zoonoses matam.


È verdade que alguns poucos CCZs - CVAs, tem melhorado as condições do canil, melhor alimentação, programas de adoção, voluntariado, etc... Mas continuam sendo bárbaras prisões de inocentes, não têm nenhum objetivo de solucionar o abandono de maneira eficaz, aliás, estas instituições estão antiquadas, existem por lei e por filosofia para prevenir zoonoses, jamais para proteger animais, os manuais internos dos CCZs são muito claros...

A lei que proíbe assassinar animais sadios (SP), e outras leis estaduais não são cumpridas na maioria das cidades...não existe fiscalização... Onde é cumprida, pela intensa vigilância e militância dos protetores, a prefeitura usa as brechas da lei para matar... 

Matam dizendo que estava doente, deixam animais sadios com doentes para justificar os assassinatos, matam os de grande porte, matam os que o 'dono' diz que mordeu alguém, matam na calada da noite, matam antes de levar no canil, etc.... 

Gastam fortunas com estes estabelecimentos hediondos apenas para agradar a classe dos veterinários que não desejam nenhuma mudança... A proposta é fechar os canis municipais, estão superados, são antiéticos, etc... Para isto temos projeto formatado, eficaz, viável, barato, matemático, etc... Basta vontade política do Prefeito.... 

Só existe um caminho para quem deseja ver o fim definitivo do sofrimento dos animais abandonados... Participar como protagonista da luta política pela implantação do projeto. Não basta lamentar, tem que lutar... 

Calcula-se que vinte milhões de cães e gatos são assassinados no Brasil todos os anos, principalmente pelas prefeituras CCZ -  CVA

Mesmo que não assassinassem, estes estabelecimentos medievais são masmorras, prisões hediondas, martirizando inocentes, incompatíveis com sociedades civilizadas...

A nossa proposta é implantar uma nova concepção , ética, que soluciona definitivamente o abandono de animais, sem aprisionar nem matar... 

Leia e analise com carinho o projeto "Protetor Público de Animais"...


Envie notícias e fotos do Canil Municipal de sua cidade para o Arquivo Brasileiro dos Centros de Controle Zoocida - CCZ - Email    fransonvegan@gmail.com 







Canil municipal CCZ - Poços de Caldas - Igual a todos CCZs - Inferno...



CCZ - Picos PI - 60 cães assassinados por mês - Revolte-se


Canil municipal CCZ Criciuma SC - Prisão medieval, tortura, atraso....


Prefeito de Jaguaretama CE assassina cães no lixão

Assassinatos bárbaros no CCZ - Gov. Valadares MG - Revolte-se

CCZ Brasília continua assasinando nossos amigos


Como todos os CCZs  continuam assassinando - Araraquara SP


Prefeito de João Pessoa PB assassina 7.672 cães em 2012


Fortaleza CE - Prefeito CCZ assassina mais de 2.000 cães em 2012


CCZ Três Lagoas MS assassina 180 cães por mês...


CCZ de Manaus assassina mais de três mil cães e ga...



CCZ Canil municipal de Varzea Grande - Outro infer...