quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A Ilusão do Abrigo para animais abandonados



A Ilusão do Abrigo

 Inúmeras vezes ouvimos de pessoas que acabaram de recolher um animal da rua dizer: "Ah! Se eu tivesse dinheiro para montar um abrigo!". Fica bem claro, com este sonho, que elas nunca visitaram um, para saber a realidade.
Um abrigo começa sempre com as melhores intenções. Se quem o abre tem uma certa dose de "pé no chão", imagina um número limite de animais a serem abrigados. Mas o objetivo nunca é atingido. Seja porque se condói dos animais abandonados que encontra; ou dos casos tristes que donos contam para deixar a responsabilidade na mão do outros; ou ainda, daqueles que abandonam na porta, ou jogam animais lá dentro.

Em pouco tempo o limite anteriormente fixado é expandido. E quem pensava ter 50 animais se vê com 100, 200 para alimentar, vacinar, manter limpos, higienizar as instalações, etc. Já ouvi histórias de fortunas perdidas em sonhos de abrigo. Recentemente a de uma senhora que estava sendo obrigada a sacrificar os animais mais idosos e doentes por não poder mantê-los, mesmo em precaríssimas condições. Depois de seu patrimônio ter se acabado, passado pela fase de pedir ajuda aos amigos, depois parentes, depois aos desconhecidos, por fim a veterinários e à Proteção Animal para sacrificar os animais aos quais ela sonhou dar uma vida melhor ou salvar da morte nas ruas.

Abrigo não é solução, é problema gerado pelo descaso social. Do lado oposto de quem sonha montar um, existe a crença das pessoas em geral de que basta pegar um animal na rua e metê-lo num abrigo para resolver o problema. Quantas vezes ouvimos "leva pra Sociedade Protetora dos Animais..." Se visitassem algum abrigo dos muitos existentes por aí, veriam a triste realidade: Dezenas, até centenas de animais se digladiando por comida, muitos doentes, e até casos de canibalismo gerados pela fome. Mas ninguém pensa em como a "Sociedade Protetora" vai conseguir recursos.

O que a sociedade não vê, está muito claro para nós que lidamos com o problema 24 horas por dia: em vez de abrigo, dar lar transitório, uma casa de apoio. O animal é tratado, vacinado, esterilizado e doado. E isso, por vezes, demora meses.

Como doar tantos animais e os resultantes dos naturais cruzamentos, que nascem aos montes todos os dias? Como achar "donos" suficientes (e responsáveis ) que os adote?

Informando e educando as pessoas sobre guarda responsável e fazê-las compreender que esterilizar cães e gatos (fêmeas) é a única solução possível para o abandono de animais em massa com que convivemos.

Mas o que é desesperante é ver ainda veterinários aconselharem donos a deixar seus animais ter a primeira cria para só depois esterilizá-los; donos darem a desculpa de que "esterilizar faz o animal engordar" (é só continuar dando a mesma quantidade de alimento que isso não acontece ); desculpa da "falta de dinheiro " (quando a Prefeitura e os grupos da Proteção oferecem cirurgias a baixo custo ou mesmo gratuitas ); e da anti-social indústria dos criadores.

E estas mesmas pessoas ainda têm coragem de dizer que gostam de animais, deixando nascer aqueles que serão doados para qualquer um. Ou se alimentar de lixo. Ou morrer atropelados. Talvez sarnentos, famintos, num abrigo irremediavelmente sem recursos, sem ao menos o carinho de um dono.

Ana Lúcia Leão - Jornalista, membro do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e da Cia. do Bicho: www.ciadobicho.com.br

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José Franson - 

Penso em construir um abrigo para animais...O que fazer?

 Eterno dilema dos protetores de animais é que não conseguimos nos omitir diante do sofrimento dos abandonados, iniciamos resgatando um , depois outro, a casa cheia e o abandono nas ruas continua.

Vamos construir um abrigo, vamos nos reunir, procurar pessoas de bom coração...O que devemos fazer? Como fazer?...fundar uma ong?...

Tenho recebido inúmeros emails de protetores neste sentido, e esta também foi nossa ideia inicial. Depois de muita vivência com abrigos, visitas a CCZs, visitas a abrigos, conversas, e meses dia e noite pensando, cheguei a conclusão que deveria me dedicar a encontrar a solução definitiva. Nasce então o projeto postos veterinários de proteção aos animais, que tem a pretensão de ser a solução definitiva para o sofrimento dos abandonados

Continuaremos sim , como protetores individuais a resgatar, tratar e procurar adoção, sempre difícil, especialmente com cães adultos. Nossos lares continuarão por muito tempo a ser "santuários/abrigos", mas não podemos ter muitos animais, apenas o razoável para que possamos dar condições de dignidade. Também precisamos viver com dignidade. Conheço muitos protetores que "piraram" em função de estarem "full time" envolvidos com emoções fortes com os animais que tanto amam e não conseguem dar a eles vida digna, e é só sair de casa para encontrar outros abandonados sofrendo, e sem condições financeiras nem espaço em casa para recebe-los.

Se apenas construirmos novos abrigos, estarão lotados em poucos meses e o sofrimento dos abandonados continuará fazendo com que nossos netos protetores continuem chorando ao ver novos abandonados sofrendo nas ruas. Estaremos dando aspirina para doente com pneumonia. Temos que ir a raiz do abandono se quisermos solução definitiva. É unânime entre todos que conhecem a vivência dos abandonados que a única solução eficaz e viável é a diminuição drástica do nascimento de cães e gatos. Como fazer isto? através de esterilização gratuita, através da prefeitura, planejada geograficamente e com controle pré e pós minucioso, como previsto no Projeto Protetor Público de Animais...  


As esterilizações atualmente feitas pelos CCZs e Ongs, mesmo aos milhares, não se mostram eficazes na solução definitiva.

O poder público se mostra totalmente incapaz de sozinho enfrentar o problema. Os protetores independentes ou através de ongs também não conseguem avançar. O projeto quer unir poder público e protetores/ongs através da participação efetiva e permanente da comunidade junto aos  protetores públicos.

Conhecer os detalhes, tornar-se um 'especialista" no projeto  é o caminho para convencer outros protetores e pessoas interessadas em solucionar o abandono sem aprisionar nem matar animais.

Os protetores e ongs não tinham instrumento ao procurar os prefeitos visando solucionar o abandono, os pedidos eram para que se construíssem novos CCZ, Canis Municipais , verdadeiras prisões medievais, ou para que se fizessem melhorias e reformas nos CCZs existentes,ou pedindo ajuda para custear a ração nos abrigos, sempre tivemos só migalhas, mal dá para saciar a fome dos já resgatados, sem perspectivas de solução real para todos. 


Agora temos um projeto viável, eficaz, de baixíssimo custo e que contempla não só a solução definitiva do sofrimento dos abandonados, como institui política pública de proteção aos animais em geral, e irá trazer nova dimensão revolucionária a proteção animal, ao propor a parceria cooperativa da comunidade através dos protetores.

A libertação do cruel sofrimento dos animais abandonados está ao nosso alcance. O resgate ético da dívida que os humanos têm com os animais , pelo desprezo e crueldade praticados contra os seus melhores amigos, poderá ser pago nesta geração. O instrumento da luta está formatado.

Os animais humanos, enquanto coletivo não devem ser estimulados ou ter facilidades para manter em sua companhia outros animais. Não evoluiu o suficiente para entender que ele não é o senhor dos viventes. Vamos fazer de tudo para diminuir a natalidade de cães e gatos, para que não estejam facilmente disponíveis.

Leia o projeto completo - "Projeto Protetor Público de Animais"


Veja também
Projeto Resumo "Postos veterinários de proteção aos animais"
Canis CCZ e santuários/abrigos particulares lotados...Tem solução?

Exemplos de abrigo modelo -
Santuário das fadas
Abrigo Picollina
O sonho de todo protetor
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Resposta recebida por email de Valéria Tavares Cardoso -
Não construa.... invista em castração e doação responsável...... um lar temporário, com regras claras e seguidas, para recuperar um animal é bacana, mas é muito triste os abrigos.... cães e gatos precisam de amor, carinho e não só comida e um lugar seguro, não fizeram mal algum para ficarem presos e com pouco ou nenhum carinho... Conheço um "abrigo" nos EUA onde a filosofia é transformar animais domésticos em animais selvagens novamente, pois não acham mais lares para todos os animais, os animais vivem em grupos(matilhas) em um terreno muito grande e cercado(por grupo) e o tratador passa para dar comida/água e tem pouca interação, só são manipulados quando estão doentes..... não acho que é a solução e nem acredito em soluções únicas para todos, tb acho que não chegamos a esse ponto..... acredito que uma eficaz campanha(em massa) de castração, que a lei seja cumprida será a solução... é a lei da oferta e procura, se há poucos animais para adoção, quem tem cuida.... já tive muitos animais, mas hoje tenho um número controlado, não pego mais nenhum para mim.... (tirando os 5 ultimos que fiquei por falta de bons adotantes) todos os outros tem mais de 10 anos e infelizmente estão partindo( só nesse ano já foram 5 com +/- 15 anos pra mais), mas tiveram uma vida digna e feliz, passamos uns bucados juntos, mas compalheiros são assim....
Valéria
Proteção Animal 
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A Ilusão dos abrigos - Outro olhar
Texto recebido por email 3 jan 2012

Comentando o artigo da protetora Ana Lúcia, A Ilusão dos Abrigos, publicado no blog família amigos dos animais, vejo uma falha  logo no primeiro parágrafo, quando passa a informação que todos abrigos são iguais  causando apenas sofrimento para os animais. 

É verdade que a maioria dos abrigos no Brasil são como foi descrito, mas temos honrosas exceções que não podem ser ignoradas, como é o caso do Abrigo Picolina. No exterior ( e temos de nos espelhar em que está acertando mesmo que seja no exterior) há um sem número de abrigos maravilhosos. O Best Friends é de dar inveja a qualquer um. Está claro que uma pessoa que sonha em ter um abrigo gostaria que fosse um de primeira linha. E está também claro que é doloroso ver um animal jogado na rua, atropelado, em estado de sofrimento e não lhe prestar socorro. Uma entidade protetora de animais é composta de pessoas que se importam com os animais. Então, como ignorá-los?  Como resolver este problema? Pois,  é verdade que os irresponsáveis imaginam que  abrigos são feitos para que ali joguem os animais dos quais se cansaram. Este é o maior drama  infelizmente causados por  protetores, pois recebem  estes animais sem dar início a uma campanha séria de posse responsável. 

Eu penso que para se manter um abrigo, ou casa de passagem, ou ambulatório, seja o que for que exista para dar socorro a animais é preciso que seja criada uma lei municipal que condene o abandono de animais, seja onde for. Jogar animais no quintal de um protetor é abandono. Infelizmente abandonar animais não é considerado crime, embora muitos pensam que sim.  A lei federal só considera crime o abandono de animais doentes. Mesmo assim, a lei não é cumprida. Portanto, ter um abrigo é realmente complicado, mas não necessariamente uma ilusão, visto que alguns funcionam.  E como eu disse acima,  não há como ignorar a situação dos animais nas ruas. 

Algo precisa ser feito.

O artigo também acerta ao dizer sobre aqueles que pensam estar solucionando o problema apenas levando animais para as entidades protetoras. Mas falha em não revelar que tal situação foi criada, na maior parte das vezes, pelos próprios protetores. Aqui na minha cidade um associado da SNMPA – sociedade norte mineira protetora dos animais -  vivia abandonando animais nos portões das casas de outros associados. Levei o maior susto quando descobri. Além disso, informava à população que a sociedade tinha sido criada para isso. Ainda me lembro do primeiro telefonema que recebi após a criação da entidade. Era sobre uma cachorra que tinha sido atropelada. Os donos, embora em boas condições financeiras, tinham se recusado a dar-lhe tratamento porque “ era muito velha”. E lá estava a cachorra Fila jogada na calçada há três dias. Eis o que ouvi: “ Eu disse para ela que agora já temos uma sociedade protetora de animais com atendimento gratuito! “  Que susto. Onde essa pessoa tinha ouvido isso? Pois tinha ouvido de um associado!  O caso foi resolvido porque informei que não era bem assim e que não prestar socorro veterinário a um animal era contravenção penal.

Ainda hoje há associados com essa mentalidade. Costumam dar meu telefone para que eu vá buscar um bichinho atropelado em algum lugar. Nem carro eu tenho! E as pessoas da cidade imaginam que recebemos salários, que temos verba...Não sabem que trabalho voluntário só pode ser feito quando temos tempo disponível. Mas, nos cobram serviço de pronto atendimento.

Um grave problema que vejo é o alto custo do serviço médico veterinário. Algumas pessoas querem socorrer o animal mas não podem pagar 1.000,00 reais por uma cirurgia. Acham que  o IVA tem como arcar com todas as despesas de todos os animais sofridos da cidade. Então, penso que uma campanha sobre o que realmente significa uma entidade protetora precisa acontecer o quanto antes.

O artigo fala em dar "lar transitório". Mas não fala dos problemas que isso implica. Para o animal é péssimo, pois quando pensa que achou um lar, é apenas transitório. Depois de acostumado com o lugar e as pessoas, lá vai ele para outra casa. Sem contar que nem todos os lares transitórios são confiáveis. Sei de várias pessoas que  ofereceram suas casas e logo se arrependeram. Aqui onde eu moro todas as experiências nesse sentido fracassaram. Uma das senhoras simplesmente abandonou o animal na rua além de brigar com todos nós porque demoramos a encontrar o lar permanente. A demora tinha sido de apenas uma semana. A pior delas optou por matar o cachorro contratando um adestrador de cães que nem mesmo usava anestesia. Enfim, matou o animal com sofrimento e sem nos contar. Juro que ouvi o cachorro ganindo na hora que morreu. Eu estava aqui em casa quando ouvi aquele lamento canino. Assustei demais. Pouco depois ela me ligou dizendo que tinha resolvido pela eutanásia, sendo que ele estava em tratamento. Nem mesmo procurou a veterinária responsável. De outra feita fomos expulsos da casa pelo vizinho do lar temporário. Era uma pessoa de nível tão baixo  que assim que me viu chegando começou a gritar da janela com pedras na mão.  Pedras mesmo. Gritava que se o cachorro não fosse retirado imediatamente, nos apedrejaria.  Tive de pegar o cachorro no colo e andar mais de um quilometro até a residência de uma associada que o alojou.  Ele sofria de Papiloma, acho que é este o nome. Verrugas na boca. O aspecto era feito e tinha mal cheiro. Daí a implicância do vizinho.  A autora do artigo reconhece a dificuldade de achar lar permanente para todos. Então, como sugere lares temporários? Como garantir à pessoa que será por pouco tempo?

Sobre castração. Não vejo ainda outra coisa a ser feita. Mas, não concordo em ocultar a verdade ou dizer que verdades não procedem. Sim, eles engordam  e muito. Não se trata de desculpa, como o artigo informa. E não basta continuar dando a mesma quantidade de alimento. Informar errado é ainda pior. O meu cachorro operado morreu devido a obesidade depois da castração. Teve um ataque cardíaco e não tinha passado a comer mais. Continuei dando a mesma quantidade e ele virou uma bola. Não custa falar que isso pode acontecer e dar as dicas para que seja evitado. O cachorro terá de fazer mais exercícios, terá de ter uma dieta, etc.  Assim como nada dizem sobre a alimentação diferenciada que os gatos castrados precisam ter. Há até rações, caríssimas, para gatos castrados, pois a comum poderá trazer sérios problemas para eles. Nada informam sobre isso. Este artigo apenas fala dos benefícios e omite os efeitos colaterais. 

Dizer que falta dinheiro também não é desculpa. As castrações são caríssimas. Aqui é na base de 600,00, 700,00 reais.  E que informação  é essa que as prefeituras e entidades de proteção oferecem castração a baixo custo? Nâo sei quem é a autora, mas se esqueceu que a realidade do Brasil não é como a da cidade onde ela  mora. Pois imagino que é onde ela mora que a prefeitura e entidades protetoras estão oferecendo esse trabalho a preços módicos ou mesmo sem cobrar. 

A prefeitura de minha cidade nunca ofereceu nada a não ser morte. E nós do IVA não temos como oferecer esse serviço. Queremos muito mas ainda não conseguimos. Geralmente pagamos e caro pelas operações.  Enfim, a sra Ana Lúcia Leão está mal informada sobre a realidade das ongs brasileiras. 

Sobre o comentário de José Franson no mesmo post, vi ali uma vontade de achar a solução, sem desmerecer aqueles que já fazem o que podem. O Franson disse: temos que  ir a raiz do abandono se quisermos solução definitiva." Com certeza. o projeto de Postos Veterinários pode realmente ser a solução. Veja apenas um problema: as prefeituras precisam estar também convencidas disso. Grande parte dos prefeitos não se importam com nada. O da minha cidade é totalmente insensível a esta causa ou a qualquer uma que não seja seu enriquecimento. Mas, precisa ser tentado. É uma luz no fim do túnel.

Virgínia 
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Proteção animal - Estamos todos no mesmo barco...  

Estamos todos no mesmo barco, navegando a procura de um porto seguro, a solução definitiva para o sofrimento dos animais abandonados. O barco é grande e os remadores são poucos. Há muito tempo estamos navegando sem rumo certo, quase sempre em círculos. Temos nos alimentado de restos, migalhas que pedimos aos políticos e para a sociedade. 

Um remador desconsolado largou o remo e debruçado na proa por longas e tenebrosas horas chorou copiosamente enquanto olhava o horizonte escuro e sombrio. No primeiro lampejo do dia avistou o Monte Pascoal, ainda nebuloso, mas estava lá, o 'Projeto postos veterinários de proteção aos animais' estava formatado. 

Encantado e jubilante por avistar o porto seguro tão desejado e sonhado por gerações de protetores de animais abandonados, gritou a todos indicando a direção da terra avistada, mas não houve resposta.

 Estavam todos, remadores, tripulantes e comandantes de ouvidos tampados, resignados, acostumados a rotina de resgatar animais, chorar ao levar no veterinário, pedir sem jeito para ser atendido de graça ou com desconto, e encontrar no caminho outros abandonados.

 Bater na porta de vereadores e prefeitos e receber muitos elogios, saindo depois com ração para alguns dias e quando dava sorte uma verba para esterilizações que não resolviam o abandono. A sociedade até comprava umas camisetas, artesanato, rifas e outros itens, conseguidos com muito esforço e dedicação, mas não remava junto. Agora até compreendo, remar por que? O barco estava sem rumo...

Procurou os comandantes da embarcação, que simplesmente o ignoraram - silêncio total.

Decidido a rumar em direção ao porto seguro, não teve outra opção e começou a construir um pequeno barco, que chamou de 'famílias amigos dos animais', um grupo de remadores que acreditaram no projeto postos veterinários como o rumo a ser seguido para atingir o sonho do porto seguro, o fim do sofrimento dos abandonados.

Se a amiga/o já é remador, tripulante, comandante, ou mesmo novato na proteção,mas sonha com a evolução ética do animal humano e deseja muito o fim da triste realidade vivida pelos abandonados, leia e analise o "Projeto Protetor Público de Animais", apaixone-se por ele e reme com todas as suas forças para que o dia amanheça e a primavera chegue. 

José Franson - Tatuí SP

Campanha nacional permanente - “Fecha canil do CCZ - Tortura nunca mais” Eu aderi. (cole o slogan/link no email, blog, seja criativo)


4 comentários:

Anônimo disse...

se esse posto veterinario fosse feito mesmo porque predios abandonados é oque nao falta na cidade,e nele ouveçe a castraçao dos animais,e a populaçao tatuiana que se diz ser muito boa,adotace um animal,com serteza iria resolver esse poblema.mas é mais facil mater né,e tem politicos que tem a audácia de fazer o comentario da enfermeira que matou o seu proprio cão.para mim nao á diferença entre ela e outros....

Julianoff disse...

O projeto é excelente porque é simples, postos veterinario e castracao massiva, vamos comecar apoiando e fazendo um esforco para que o projeto seja implantado assim ajudaremos a milhares de seres sensíveis a sairem do sofrimento.
( o próximo passo seria nao matar e escravisar animais só pelo prazer de comer sua carne o seus derivados)

Anônimo disse...

EU ACHO QUE SERIA PRECISO UMA CASTRACÃO EM MASSA E PENAS SEVERAS PARA ABANDONO E MAUS TRATOS COM MULTA BEM ALTA PQ O POVO SÓ SE PREOCULPA QUANDO SSE MECHE NO BOLSO

Ieda Denise disse...

Os Postos Veterinários servirão para conter a natalidade de cães e gatos s.r.d. e prestar socorro frente aos maus tratos de todos, indistintamente. Este o grande mérito a ser alcançado pelo Projeto, porém, para efetivo controle populacional, será preciso proibir a reprodução comercial, pois, enquanto for permitida a exploração para comércio, não se resolverá o problema.O Prefeito que quiser controlar a população de cães, terá que enfrentar os "fornecedores" de vidinhas inocentes, fabricadas para o consumo e o descarte. Entre os animais desprezados, especialmente na velhice ou na doença,há um grande percentual que possui raça definida. Descartar e substituir matrizes reprodutoras é a regra da lucratividade neste tipo de negócio.Sem contar os consumidores de enfeites vivos, arrependidos ou insatisfeitos com os "produtinhos" adquiridos.